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O presidente Michel Temer, em Brasília, em 16 de março de 2017

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O Brasil se manteve na 79º posição no ranking de desenvolvimento humano divulgado nesta terça-feira pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que alertou sobre o impacto que as medidas de austeridade do presidente Michel Temer podem ter nos setores sociais mais vulneráveis.

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) sintetiza as conquistas de 188 países em matéria de saúde, educação e nível de vida, levando em conta indicadores como a expectativa de vida ao nascer, a média de anos de escolaridade e a renda per capita.

Os dados divulgados pelo PNUD correspondem a 2015. O Brasil se manteve em 79º no ranking mundial, liderado por Noruega, Austrália, Suíça, Alemanha e Dinamarca.

Na América Latina, o Brasil está atrás de Chile (38º), Argentina (45º), Uruguai (54º), Panamá (60º), Costa Rica (66º), Cuba (68º), Venezuela (71º) e México (77º).

O país, que está em recessão há mais de dois anos, teve uma contração do PIB de 3,8% em 2015 e 3,6% em 2016.

O presidente Temer impulsiona uma série de reformas econômicas estruturais para tentar recuperar a confiança dos mercados.

Entre seus planos está uma mudança profunda no sistema previdenciário, que gera resistência em vários setores da sociedade.

A presidência afirmou que os resultados do PNUD "ilustram a severidade da crise da qual apenas agora o país vai saindo".

As mudanças impulsionadas pelo governo se refletirão "em uma melhoria" do IDH em suas próximas edições, assegura a nota.

Para os representantes do PNUD no Brasil, a estagnação do país no ranking acende uma "luz amarela" para o futuro.

"A reforma da previdência parece necessária. Alguns fatos precisam ser melhorados para se ter um sistema mais justo, mas é preciso ter um olhar mais atento às pessoas com maior vulnerabilidade, para que elas não sejam penalizadas, especialmente os pequenos agricultores e as mulheres", afirmou Andréa Bolzon, coordenadora do relatório do IDH do Brasil.

Isto se alinha ao relatório mundial do PNUD apresentado em Estocolmo, que ressalta que, embora a humanidade tenha tido avanços espetaculares em matéria de desenvolvimento nos últimos 25 anos, as minorias étnicas, os refugiados, os imigrantes e as mulheres estão sendo deixados à margem.

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AFP