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Bombeiro tenta apagar fogo de ônibus durante protesto contra medidas de austeridade, no Rio de Janeiro, em 28 de abril de 2017

(afp_tickers)

As autoridades brasileiras trabalhavam neste sábado para limpar a destruição deixada pelos ônibus incendiados, as barricadas e o lixo que tomaram as ruas durante a greve geral da véspera, que terminou com violentos confrontos entre manifestantes e a polícia.

No Rio de Janeiro, trabalhadores municipais retiravam os esqueletos carbonizados dos oito ônibus que foram queimados e limpavam os vidros quebrados e os restos de materiais urbanos que ficaram espalhados pelas ruas.

Perto da Cinelândia, praça no centro da cidade onde se localiza a Câmara Municipal e o Teatro Municipal, o clima na sexta-feira, em alguns momentos, parecia de uma zona de guerra.

"Foi terrível. Os gases chegaram ao meu apartamento. Estas destruições são absurdas. A greve busca melhorar a vida do povo, mas isso será pago por todos", disse à AFP Laura Resende, moradora da região que trabalha em um laboratório médico.

Durante a madrugada foi registrado um incêndio no Teatro Municipal, já controlado. Um funcionário desta sala informou que o fogo poderia estar relacionado aos objetos lançados por militantes radicais.

As manifestações para protestar contra as reformas trabalhista e da previdência tiveram seu ponto culminante no fim da tarde e à noite.

Em São Paulo, milhares de pessoas marcharam rumo à residência do presidente Michel Temer e foram reprimidas com bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral ao tentar ultrapassar o cordão policial que isolava a região.

Temer acompanhou os acontecimentos de Brasília.

Até a tarde de sexta-feira, 21 pessoas haviam sido presas na capital econômica do país.

Em meio aos confrontos em São Paulo, Miguel Leme, um professor de 47 anos, explicou que o protesto pretendia deixar claro que a reforma da previdência era considerada "um ataque (...) na prática (busca) impedir que o trabalhador tenha o direito de se aposentar".

A greve geral foi a primeira realizada no Brasil em mais de 20 anos.

De acordo com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a maior do país, entre 35 e 40 milhões de habitantes aderiram direta ou indiretamente à medida, que atingiu fortemente o transporte.

As autoridades não fizeram um balanço do dia.

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AFP