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(Arquivo) A comissária europeia de Comércio, Cecilia Malmstrom

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A União Europeia (UE) e o Japão chegaram a um acordo político sobre um tratado de livre-comércio, anunciou, nesta quarta-feira, a comissária europeia de Comércio, Cecilia Malmstrom, um desafio à administração "protecionista" de Donald Trump.

O acordo enfrentou percalços para ser alcançado, mas simboliza um grande êxito do livre-comércio. Ele foi anunciado dois dias antes da reunião do G20 em Hamburgo, na Alemanha, em que o presidente americano deve defender sua postura protecionista, o "America First".

"Chegamos a um acordo político em nível ministerial. Recomendamos agora que os dirigentes confirmem ele na reunião de cúpula" entre UE e Japão, prevista para a próxima quinta-feira, em Bruxelas, indicou Malmstrom, depois de encontrar o ministro de Relações Exteriores japonês, Fumio Kishida.

Na quinta, o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, vai se encontrar com o presidente do Conselho europeu, Donald Tusk, e com o diretor da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

"Podemos confirmar que chegamos a um acordo-quadro", declarou Kishida à imprensa japonesa em Bruxelas, segundo a emissora nipônica NHK.

Europeus e japoneses redobraram seus esforços para chegar a um acordo político antes do G20, que acontece no fim desta semana em Hamburgo.

Quando chegou ao poder, Trump oficializou a saída dos Estados Unidos do Acordo Transpacífico de Cooperação Econômica (TPP), assinado por 11 países da região Asia-Pacífico. Entre eles estão o Japão, terceira potência econômica mundial, e três países latino-americanos - Chile, México e Peru.

Desde então, os japoneses têm concentrado seus esforços nas negociações com a UE, que se tornaram uma prioridade.

Dois pontos-chave do acordo serão a abertura do mercado europeu ao setor automotor japonês e a eliminação da barreiras a produtos agrícolas (sobretudo, queijos) europeus por Tóquio.

Os países ainda estão longe de chegar a um acordo sobre o delicado assunto dos mecanismos de solução de litígios entre Estado e investidores. Os japoneses se mostram favoráveis a um sistema de arbitragem clássico, na mesma linha da maioria dos acordos comerciais fechados até hoje.

AFP