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Polícia espanhóis carregam o suposto corpo do marroquino Younes Abouyaaqoub, em Subirat, em 21 de agosto de 2017

(afp_tickers)

O suposto autor do ataque em Barcelona, o jovem marroquino Younes Abouyaaqoub, morto nesta segunda-feira pela polícia, cresceu em uma pequena localidade da Cataluña onde parecia bem "integrado", da mesma forma que seu irmão de 17 anos, também membro da célula terrorista.

Abouyaaqoub, 22 anos, morreu em Subirats, 50 km a oeste de Barcelona, quando era alvo de uma caçada policial.

O jovem era procurado desde quinta-feira pelo atentado nas Ramblas de Barcelona, quando atropelou uma multidão com uma van matando 13 pessoas e ferindo 120.

"Na verdade, estou contente e ao mesmo tempo, triste", disse à AFP um marroquino de 39 anos, Hassan Azzidi, na localidade catalã de Ripoll, onde morava a maior parte da célula que cometeu o duplo atentado na Cataluña (nordeste da Espanha).

"Era preciso acabar com isto porque vivemos em uma guerra, mas este cara era muito jovem, alguém lavou a cabeça dele", disse Azzidi, que trabalha em uma fábrica próxima.

Extremamente determinado e frio, Abouyaaqoub fugiu a pé, em meio a uma Barcelona em pânico, atravessou um mercado e percorreu seis quilômetros até o sul da cidade, onde esfaqueou um homem e fugiu com seu veículo, com o corpo da vítima no porta-malas.

Nesta segunda-feira, Abouyaaqoub foi morto após gritar Alá é grande" e mostrar aos agentes um falso cinturão de explosivos.

"Younes vivia normalmente, tinha trabalho, tudo. Como o fizeram comer merda?" - questionou Azzidi.

- Traídos pelo imã -

Na madrugada de sexta-feira, o irmão mais novo de Younes, Houssaine, 17 anos, foi morto pela polícia durante o atentado na localidade turística de Cambrils, segundo informações da imprensa não confirmadas oficialmente.

Houssaine integrava um grupo de cinco jovens, incluindo três menores, que atropelaram turistas e acabaram batendo em um carro da polícia.

Desde os atentados, Ripoll, uma cidade de 11 mil habitantes (5% marroquinos) está incrédula com o que ocorreu com os "meninos".

Em um café marroquino, alguns homens jogando cartas se dizem "traídos pelo imã" de Ripoll, Abdelbaki Es Satty, agora descrito como um "lobo em pele de cordeiro".

O imã morreu na explosão em uma casa em Alcanar, Catalunha, onde o grupo preparava explosivos para uma operação de grande envergadura, segundo a polícia.

No domingo, em Mrirt, cidade marroquina de 35 mil habitantes no centro do país, amigos de Younes Abouyaaqoub também acusaram o imã de ser o "cérebro" dos atentados.

"Há dois anos que Younes e Houssaine começaram a se radicalizar, sob influência do imã", disse à AFP seu avô.

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AFP