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Ativistas opositores protestam contra o governo de Nicolás Maduro, em Caracas, em 24 de junho de 2017

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Milhares de opositores marcham neste sábado em Caracas e outras cidades da Venezuela até instalações militares, exigindo o fim do que denunciam como uma "brutal repressão" contra os protestos em rechaço ao presidente Nicolás Maduro.

Dois jovens morreram pelas mãos de militares nesta semana durante manifestações em Caracas, o que eleva o balanço de vítimas fatais a 75 em 85 dias de protestos, segundo a Procuradoria.

"Enviamos uma mensagem às Forças Armadas: vão seguir matando venezuelanos ou vão respeitar a Constituição?", questionou o deputado conservador José Manuel Olivares em um dos pontos de concentração em Caracas, onde os manifestantes pretendem caminhar até a base área de La Carlota.

A coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) pediu no Twitter aos militares que "baixem suas armas" após convocar mobilizações em todo o país.

David Vallenilla, de 23 anos, morreu na quinta-feira após receber rajadas de balas de borracha disparadas por um militar em frente à base de La Carlota, onde começaram os distúrbios depois que uma marcha foi bloqueada com bombas de gás lacrimogêneo. Encapuzados lançaram pedras e coquetéis molotov.

Na segunda-feira, Fabián Urbina, de 17 anos, faleceu por uma ferida de bala depois que efetivos da Guarda Nacional abriram fogo.

Quatro militares foram processados pelos dois casos, informaram as autoridades.

Em um ato com o alto comando das Forças Armadas, Maduro pediu na sexta-feira que "adequem" os corpos de controle da ordem pública para que "não caia mais ninguém".

Evocando artigos constitucionais que consagram o direito à desobediência civil, a MUD chamou na terça-feira para que desconheçam o governo de Maduro e a sua convocação de uma Assembleia Constituinte.

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AFP