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Foto do passaporte de Anne Frank sobre cadernos do diário que ela escreveu no sótão da casa em Amsterdã onde se refugiou com os pais para fugir dos nazistas entre junho de 1942 e 4 de agosto de 1944

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O "Diário de Anne Frank", uma das obras mais vendidas no mundo, será publicado pela primeira vez no formato graphic novel em quase 50 países - informou a editora francesa Calmann-Levy nesta segunda-feira (18).

Após um acordo com o Fundo Anne da Basileia (Suíça), o diário da jovem judia de origem alemã que faleceu de tifo em fevereiro de 1945, no campo nazista de Bergen-Belsen, foi adaptado pelo autor israelense Ari Folman e seu compatriota e ilustrador David Polonsky.

"Quando o Fundo Anne Frank nos propôs adaptar o diário para os quadrinhos, nossa resposta foi: 'De jeito nenhum!'", afirmaram os autores em Paris.

"Mas temo que chegaremos ao dia em que já não restem sobreviventes do Holocausto no planeta, nem nenhuma testemunha viva para explicar esta história", completou Folman, diretor do filme de animação "Valsa com Bashir" (2008), vencedor do Globo de Ouro e indicado ao Oscar.

"É necessário chegar a uma nova geração leitores", justificou.

A graphic novel não tem a totalidade do diário - "isto nos obrigaria a conceber mais de 3.500 páginas", disse Folman -, mas inclui várias cartas dirigidas por Anne Frank a sua amiga imaginária Kitty.

Outros trechos de poucas linhas na obra original publicada em 1947 foram ampliados.

"Tentamos preservar o senso de humor mordaz de Anne, seu sarcasmo e sua obsessão com a comida", declarou Folman.

Os períodos de depressão e desespero da jovem são tratados, sobretudo, com cenas de fantasia ou oníricas na publicação, que tem classificação indicativa para a partir de 12 anos.

No conjunto, a publicação de 160 páginas é extremamente fiel ao texto original.

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AFP