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Simpatizantes do ex-presidente Lula acampam nos arredores da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, onde o ex-presidente Lula está preso

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nesta segunda-feira (16), através de seus advogados, a primeira mensagem pública nove dias após sua prisão na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.

"Estou tranquilo, mas indignado como todo inocente fica indignado quando é injustiçado", diz a carta que a senadora Gleisi Hoffman, presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), divulgou à noite.

Ela explicou ter recebido a carta das mãos dos advogados de Lula e que recebeu a recomendação de lê-la na vigília democrática nas imediações da PF.

"Eu ouvi o que vocês cantaram. Estou muito agradecido pela resistência e presença de vocês neste ato de solidariedade. Tenho certeza que não está longe o dia em que a Justiça valerá a pena", inicia a carta que parágrafo único.

Lula, que começou a cumprir pena de 12 anos e um mês de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, acrescentou no texto que continua "desafiando a Polícia Federal da Lava Jato, o Ministério Público da Lava Jato, o [juiz federal de primeira instância que o condenou, Sérgio] Moro e a segunda instância [que confirmou a condenação e aumentou a pena] a provarem o crime que alegam que eu cometi".

"Continuo acreditando na Justiça e por isso estou tranquilo", afirma o ex-presidente de 72 anos.

Além do acampamento que os seguidores de Lula montaram do lado de fora da Superintendência da PF, nesta segunda-feira foi registrado no litoral de São Paulo outro ato em apoio ao carismático ex-líder sindical.

Pela manhã, cerca de 30 membros do Movimento de Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e da Frente Povo Sem Medo invadiram por algumas horas o tríplex no Guarujá, que é atribuído ao ex-presidente.

Os militantes entraram no apartamento e colaram cartazes na varanda contra a prisão de Lula, em 7 de abril.

"Não tem arrego. Ou solta o Lula ou não vai ter sossego", gritavam os militantes.

"É uma denúncia da farsa judicial que levou Lula à prisão (...) Se o apartamento é do Lula, o povo foi convidado e pode ficar lá. Se não é do Lula, o Judiciário vai ter que explicar por que é que prenderam o Lula por conta desse tríplex", argumentou o coordenador do MTST e pré-candidato à Presidência Guilherme Boulos no Twitter.

Poucas horas depois, os militantes deixaram o apartamento após sofrerem ameaças de prisão da polícia, "numa ação arbitrária, sem ordem judicial", denunciou Boulos.

Gleisi Hoffmann disse à AFP que a invasão foi "um gesto político mesmo, que coloca em questionamento a tese do juiz Sérgio Moro de que o apartamento é do presidente Lula".

- Expectativas e temores -

O ex-presidente (2003-2010), réu em outros seis processos, nega que o apartamento seja seu e critica a condenação, que ele diz ser "sem provas".

Hoffmann, que está em Curitiba como parte do dispositivo político montado pelo PT para ficar perto de Lula, disse que as expectativas para o processo no Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir a constitucionalidade da prisão de condenados em segunda instância, como Lula, são moderadas.

"Nossa expectativa é que o STF cumpra o seu papel de defensor da Constituição e restabeleça o que a Constituição diz em termos de execução de sentença: que só pode ser executada após o transito em julgado", afirmou.

Hoffmann explicou que ainda não viu Lula desde sua prisão, mas trocou mensagens por meio de seus advogados.

"A nossa preocupação é que ele está muito sozinho. Por exemplo agora, este sábado e domingo, não foi permitido que ninguém o visitasse, nem o pessoal da área jurídica. A gente tem preocupação que ele possa ter uma depressão, ficar doente", explicou.

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AFP