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'Intervenção militar' não é caminho para Venezuela, afirma Duque

O presidente da Colômbia, Iván Duque, em entrevista coletiva em Bogotá, em 26 de agosto de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 03. setembro 2018 - 16:55
(AFP)

Uma intervenção militar na Venezuela liderada pelos Estados Unidos "não é o caminho" para resolver a grave crise gerada pelo êxodo de milhares de pessoas - afirmou o presidente colombiano, Iván Duque, nesta segunda-feira (3).

Duque, que se reúne com o presidente americano, Donald Trump, no final de novembro, defendeu uma estratégia que "isole diplomaticamente o governo de Nicolás Maduro" e permita aos venezuelanos ir para uma "transição" democrática.

"Acredito que os Estados Unidos sejam os primeiros a entender que uma intervenção militar de caráter unilateral não é o caminho", enfatizou Duque, a quase um mês de ter assumido o poder com um discurso muito crítico contra Maduro.

Em uma entrevista à Rádio Caracol, o chefe de Estado acrescentou que a "pressão internacional" tem que levar "o próprio povo venezuelano, incluindo suas instituições - ou o que resta delas - a permitir essa transição" para um novo governo.

Principal destino da migração venezuelana, a Colômbia lidera os esforços na região para pressionar Maduro por meio da classificação de seu governo como uma ditadura, a convocação a eleições livres e a insatisfação das decisões da Assembleia Constituinte em vigor na Venezuela.

A crise venezuelana atingiu a América do Sul, em função da chegada em massa das pessoas que fogem da situação.

Cerca de 2,3 milhões de venezuelanos (7,5% da população de 30,6 milhões) vivem no exterior e, deste total, 1,6 milhão deixou o país desde 2015, quando a economia piorou.

O tema da Venezuela estará sobre a mesa no encontro de Duque e Trump. O presidente americano já evocou a opção de intervir militarmente na Venezuela.

"As intervenções militares, sobretudo hoje, no contexto da América Latina, não têm qualquer tipo de apoio e não deve ser o caminho", insistiu Duque.

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