Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

O chefe máximo das FARC, Rodrigo Londoño, conhecido como "Timochenko" discursa em Bogotá, no dia 27 de agosto de 2017

(afp_tickers)

A ex-guerrilha Farc inscreveu seu partido nesta segunda-feira (9) ante as autoridades eleitorais colombianas como parte de seu "caminho rumo à luta política", enquanto chamou o governo a cumprir o acordo de paz.

"Legalmente somos a Força Alternativa Revolucionária do Comum, o partido do povo colombiano. Vamos até a disputa política!", tuitou Rodrigo Londoño, "Timochenko", líder dos rebeldes e presidente do novo movimento surgido do pacto selado em novembro com o presidente Juan Manuel Santos.

Seis dirigentes da Farc asseguraram no Conselho Nacional Eleitoral terem entregue a documentação requerida, incluindo a certificação de deposição das armas, concluída em 15 de agosto, para participar das eleições gerais de 2018.

"Nós já cumprimos" com nossos compromissos, disse durante o ato Iván Márquez, chefe da equipe negociadora da ex-guerrilha e atual conselheiro político do movimento lançado no início de setembro.

"Faz falta que o governo cumpra com os seus", destacou, assinalando que o Estado tem obrigações internacionais derivadas do acordo assinado após as negociações em Havana.

"Santos nos reiterou que não falhará com a paz e acreditamos. Acreditamos em sua determinação, porque um Nobel da Paz presidindo uma república não pode ser inferior à honra que cingiu na história", acrescentou Márquez.

A Farc, assinalaram seus dirigentes, trabalha na elaboração de suas candidaturas ao Congresso e estuda ter um aspirante próprio nas eleições presidenciais, embora tivesse descartado essa possibilidade anteriormente, assinalando que apoiaria um candidato que assegurasse a implementação do acordo.

O pacto garante ao menos 10 cadeiras para a ex-guerrilha, cinco em cada Câmara, ainda que deva participar na disputa eleitoral.

Os dirigentes do novo partido fizeram um chamado ao diálogo e à convergência com outras forças políticas, além de rechaçar as revisões do acordo assinado, como pretende a oposição de direita liderada pelo ex-presidente e atual senador Álvaro Uribe.

O primeiro congresso como movimento político legal das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia foi concluído no início de setembro em Bogotá e nele definiram os estatutos e as bandeiras que hastearam na legalidade.

Enquanto luta por votos, a Farc deverá responder ante a justiça especial de paz por crimes cometidos durante os 53 anos de confronto armado. O acordo prevê que os ex-combatentes poderão receber penas alternativas à prisão.

O governo também negocia com o Exército de Libertação Nacional (ELN), última guerrilha ativa do país e com a qual acordou um cessar-fogo que entrou em vigência em 1º de outubro, para acabar com meio século de conflito armado.

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

AFP