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(2016) O presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, na cerimônia de encerramento dos Jogos do Rio

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Envolvido no esquema que comprou a sede dos Jogos Olímpicos de 2016, o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Nuzman, voltou para casa depois de depôr à polícia, enquanto os brasileiros se desesperam diante de mais um escândalo de corrupção.

"Brasil, medalha de ouro em corrupção", era possível ler nesta quarta-feira em montagem postada nas redes sociais com a logo dos Jogos Olímpicos.

Sem trégua desde que a megaoperação anticorrupção 'Lava-Jato' começou em 2014, a vergonha que muitos brasileiros sentem diante da lista infinita de esquemas fraudulentos no país voltou a crescer na terça-feira, quando o Ministério Público Federal (MPF) denunciou que a 'Cidade Maravilhosa' teria vencido a eleição para sede dos Jogos de 2016 comprando os votos dos membros africanos do Comitê Olímpico Internacional (COI) em 2009.

"Indignados, surpresos, perplexos??? Eu não!", escreveu no Twitter a ex-jogadora de basquete 'Magic' Paula, medalhista em Atlanta-1996.

A rede "Atletas pelo Brasil" pediu uma investigação exaustiva do caso e vários atletas olímpicos, como a nadadora Joanna Maranhão ou o ex-tenista Fernando Meligeni, expressaram publicamente sua indignação com a investigação "Unfair Play" (Jogo Sujo, em inglês).

O MPF garante que Nuzman, que comanda o COB desde 1995 e é membro honorário do COI, teria sido peça-chave no pagamento de 2 milhões de dólares em subornos.

Ex-jogador de vôlei, de 75 anos, Nuzman foi levado na terça à sede da Polícia Federal, onde teve o passaporte apreendido e cerca de 1 bilhão de reais em bens congelados, mas pôde voltar para casa, no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro, depois de depôr.

Os advogados do presidente do COB juram por sua inocência, enquanto o COI afirma querer que a situação seja esclarecida o quanto antes.

A AFP contactou a polícia, mas não obteve resposta sobre o paradeiro do empresário Arthur Soares, que também é procurado por envolvimento no esquema.

Uma fonte do COB se limitou a dizer que "tudo segue normal até agora" e que Nuzman "seguirá no cargo até dezembro de 2020".

Enquanto a casa de Nuzman era vistoriada, as autoridades descobriam na Bahia um apartamento supostamente ligado a Geddel Vieira Lima, ex-ministro do presidente Michel Temer, com caixas e malas contendo mais de 50 milhões de reais em espécie.

À noite, os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff foram denunciados por integrar uma organização criminosa no marco da Lava-Jato, que investiga uma rede de subornos na Petrobras.

"No jogo da desonestidade, o país não decepciona e a vitória é de goleada", escreveu uma internauta.

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AFP