Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Chanceler Delcy Rodríguez em entrevista coletiva em Caracas, em 29 de março de 2017

(afp_tickers)

A ministra venezuelana das Relações Exteriores, Delcy Rodríguez, rejeitou neste domingo (9) as críticas feitas por Brasil, Argentina, Colômbia e México ao governo Nicolás Maduro, em meio a violentas jornadas de manifestações da oposição.

A pressão internacional sobre a Venezuela cresceu nos últimos dias em espaços como a Organização dos Estados Americanos (OEA), a qual se pronunciou sobre a ocorrência de uma "grave alteração" da Constituição, depois que a mais alta instância judiciária do país revogou, temporariamente, as funções do Parlamento.

"Não metam o nariz na Venezuela. Rejeitamos [as críticas], porque, em concerto, promovem a intervenção da Venezuela para simplesmente satisfazer os interesses de Washington e os mandatos que lhes dão dos Estados Unidos", disse a ministra à imprensa estatal.

Em entrevista transmitida pela televisão, o presidente argentino, Mauricio Macri, declarou que a Venezuela "não se qualifica como democracia". Além disso, em nota, pediu a Caracas que permita a Henrique Capriles, politicamente inabilitado por 15 anos, ficar apto para cargos de eleição popular.

A Colômbia também considerou que a sanção a este líder opositor "aumenta a polarização" no país.

"Rejeitamos e protestamos energicamente contra a posição transmitida pela Chancelaria da Colômbia e lhe dizemos: vejam sua própria realidade, onde há violação em massa dos direitos humanos, onde matam líderes camponeses", apontou a ministra Delcy, após se reunir com lideranças sindicais uruguaias.

A chanceler venezuelana também criticou os governos de Brasil e México, considerados os principais promotores do debate sobre a Venezuela em fóruns internacionais como a OEA e o Mercosul.

"Ao México, nós lhe dizemos: vejam sua própria realidade, no lugar de estar, de forma imoral, metendo-se nos assuntos internos da Venezuela", afirmou.

"Como o Brasil, um governo de facto que deu um golpe de Estado contra uma presidenta eleita por mais de 54 milhões de brasileiros pretende dar lições de democracia?", ironizou, referindo-se ao governo Michel Temer.

O México reagiu hoje, manifestando sua rejeição à violência nos protestos.

"O governo do México expressa sua rejeição aos episódios de violência registrados nos últimos dias na República Bolivariana de Venezuela e que, entre outros, causaram danos a instalações públicas e escritórios do governador Henrique Capriles", de acordo com a nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores.

No comunicado, a Chancelaria mexicana também pediu a governo e oposição "que se abstenham de recorrer à violência, ou à provocação, e que resolvam suas diferenças por meios pacíficos".

O governo mexicano apontou ainda a necessidade de "um acordo político nacional que permita aos venezuelanos recuperar a normalidade democrática no país".

subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

AFP