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(Arquivo) Foto tirada em 7 de abril de 2017 mostra o senador republicano do Arizona, Jeff Flake, em Washington DC

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Um senador do Partido Republicano se somou nesta terça-feira (24) às duras críticas contra o presidente americano Donald Trump e anunciou sua retirada assegurando: "Não serei cúmplice".

Para surpresa de todos, Jeff Flake, um conservador considerado pragmático em temas como o migratório, disse que não buscará manter seu mandato nas legislativas de 2018, assim como seu colega, Bob Corker, protagonista nesta terça-feira de uma disputa verbal com o presidente.

Em seu solene discurso de 17 minutos no Senado, Flake disse que Trump representa um perigo para a democracia, questionou seus tuítes e lamentou o atual desvio do Partido Republicano.

"Devemos deixar de pretender que a degradação da política e da conduta de alguns em nosso braço executiva sejam normaos. Não são normais", disse Flake, de 54 anos.

"O comportamento imprudente, escandaloso e indigno se desculpa dizendo que é assim, quando na realidade simplesmente é imprudente, escandaloso e indigno. Quando esse comportamento emana do cume do nosso governo, é outra coisa. É perigoso para uma democracia", apontou.

Flake, no Senado desde 2013, autor do livro "Conscience of a Conservative" (Consciência de um conservador), é um dos principais críticos da política de Trump.

O senador do Arizona questionou seus colegas republicanos por permanecer "em silêncio enquanto violam as normas e os valores que mantêm os Estados Unidos fortes".

"A política pode nos calar quando devemos falar, e o silêncio pode ser igual à cumplicidade", disse.

"Tenho filhos e netos para dar explicações. Portanto, senhor presidente, não serei cúmplice nem permanecerei calado (...) Estou anunciando hoje que meu trabalho no Senado será concluído ao final do meu mandato, no começo de janeiro de 2019", disse.

O discurso de Flake, totalmente fora do comum, acontece horas depois de Corker ter dito que o presidente Trump é "absolutamente mentiroso", não é "digno de confiança" e "degrada" a nação.

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AFP