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Eleitores depositam seus votos, em Alhambra, Califórnia, no dia 8 de novembro de 2016

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As "notícias falsas" provavelmente não alteraram o resultado da eleição presidencial dos Estados Unidos, de acordo com um estudo sobre o consumo de notícias pelos eleitores.

O estudo reforça os argumentos do presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, que tentou rebater as críticas de que a rede social pode ter sido usada para alimentar a disseminação de informações erradas que influenciaram a eleição de 2016.

No entanto, os pesquisadores chegaram a algumas conclusões potencialmente preocupantes - de que 15% das pessoas entrevistadas relataram ter visto notícias falsas e 8% relataram ter visto e acreditado nelas.

O relatório foi divulgado esta semana por Hunt Allcott, da Universidade de Nova York, e Matthew Gentzkow, de Stanford, pesquisadores do National Bureau of Economic Research.

Os pesquisadores concluíram que, apesar do consumo generalizado de informações falsas, este provavelmente não era um fator determinante na vitória de Donald Trump sobre Hillary Clinton.

Eles disseram que notícias falsas pró-Trump foram cerca de três vezes mais compartilhadas no Facebook do que as notícias pró-Clinton - 30,3 milhões de compartilhamentos contra 7,6 milhões.

Ainda assim, para mudar o resultado da eleição, essas notícias teriam de ter influenciado os votos de 0,51% da população em idade de votar, o que era improvável, segundo os pesquisadores.

"Nossos dados sugerem que as mídias sociais não foram a fonte mais importante de notícias eleitorais e até mesmo as notícias falsas mais difundidas foram vistas por apenas uma pequena fração dos americanos", afirmaram.

O estudo foi baseado em uma pesquisa on-line com 1.208 adultos americanos realizada três semanas após a eleição de 8 de novembro.

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AFP