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'Nunca mais' a oposição aceitará 'diálogos falsos' com Maduro, diz Guaidó

O líder da oposição e autoproclamado "presidente interino" da Venezuela, Juan Guaidó (C), fala à imprensa, ao chegar à Universidade Central da Venezuela (UCV) em Caracas, para apresentar o plano de seu governo em 31 de março. Janeiro de 2019. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 31. janeiro 2019 - 21:21
(AFP)

O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, advertiu nesta quinta-feira (31) que "nunca mais" a oposição aceitará "diálogos falsos" com o governo de Nicolás Maduro, quando México e Uruguai promover negociações diante da crise política no país petroleiro.

Maduro e funcionários de alto escalão venezuelanos receberam com aprovação a proposta de México e Uruguai.

"Diz (Maduro) que agora sim, agora é verdade, não como em 2017 que se esquivou de vários países, (República) Dominicana, México e muitos outros. Que fique claro: nunca mais vamos nos prestar a um falso diálogo em nenhum espaço", indicou Guaidó, presidente do Parlamento de maioria opositora, em um ato na principal universidade venezuelana.

O líder opositor lembrou das tentativas de negociação empreendidas em Santo Domingo, que naufragaram entre acusações mútuas de incumprimento de acordos.

Na quarta-feira, Uruguai e México convocaram uma conferência internacional de países e organismos com "posição neutra" sobre a Venezuela, em 7 de fevereiro, em Montevidéu.

De acordo com o chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, os governos de Andrés Manuel López Obrador e Tabaré Vazquez apresentam "propostas concretas de diálogo" às Nações Unidas.

"Disse que o presidente Nicolás Maduro dá as boas-vindas a esta iniciativa (...) Esse é o caminho. Não é violência, não é a intervenção (...), é o diálogo", insistiu nesta quinta-feira a vice-presidente Delcy Rodríguez em um comício.

A proclamação da Guaidó, depois que o Parlamento declarou Maduro como "usurpador" ao denuncia que se reelegeu em votações fraudulentas, é reconhecida pelos Estados Unidos e por outros 15 países da América. O Parlamento Europeu se somou nesta quinta-feira ao grupo de governos e instituições que o endossam.

Guaidó destacou que se as propostas de diálogo coincidem com a "repressão" dos militares e policiais aos protestos, com um balanço de ao menos 40 mortos e 850 detidos desde 21 de janeiro, segundo a ONU.

"Não é através de uma farsa, não é através da repressão, que vão conseguir amansar um povo valente que busca a liberdade, a democracia, comidas, remédios", acrescentou Guaidó, referindo-se também ao colapso econômico da Venezuela, com uma hiperinflação projetada em 10.000.000% pelo FMI e a escassez de produtos básicos.

Crítico ferrenho de Maduro, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, rejeitou uma mediação: "É o mais ridículo que podemos ver (...), porque isso não é uma questão de negociação entre duas partes, é uma questão de redemocratizar o país".

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