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A estudante paquistanesa Malala Yousafzai, ganhadora do Nobel da Paz em 2014, acena para estudantes do Instituto de Tecnologia de Monterrey, no México

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A jovem paquistanesa Malala Yousafzai, ganhadora do Nobel da Paz em 2014, questionou nesta quinta-feira, no México, as barreiras impostas no mundo, como o muro fronteiriço que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, planeja erguer entre os dois países.

"Vejo o mapa múndi e digo 'todos somos humanos, por que nos dividimos em nome da religião, da nacionalidade ou da cor da pele?'", questionou Malala durante encontro com jovens em uma universidade privada da Cidade do México, após ser interrogada sobre a política migratória de Trump.

A jovem, que sobreviveu a um atentado por defender a educação das meninas, ressaltou a necessidade de derrubar barreiras e conhecer gente diferente na aparência, mas que no fundo compartilha os mesmos valores.

"Tem gente em alguns países que é tão ignorante, tão dura em suas políticas e comentários sobre os imigrantes. Não tentam entender o sofrimento pelo que estão passando, as razões pelas quais deixaram seus países", acrescentou a jovem muçulmana.

Os Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira que selecionou quatro empresas para construir protótipos de concreto reforçado na fronteira com o México, uma promessa de campanha de Trump, que tachou os imigrantes mexicanos de "criminosos".

Malala, vestindo roupas de cor pêssego, ressaltou diante de estudantes a importância de educar os jovens para "tirar o ódio dos corações" e defendeu novamente a igualdade de gênero.

A estada da Nobel da Paz no México se abreviou em várias horas devido à chuva intensa que levou, na noite desta quarta-feira, ao cancelamento ou ao desvio de dezenas de voos do aeroporto internacional da Cidade do México.

O dela foi desviado para Cancún, onde ela teve a oportunidade de ver o mar do Caribe, segundo imagens divulgadas em sua conta no Twitter.

Ao chegar à Cidade do México, Malala conversou com o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, sobre questões relativas à educação. "Sua resposta foi muito positiva", disse.

Em 2012, quando já era conhecida por escrever um blog sobre educação, Malala foi atacada por um extremista talibã, que atirou contra sua cabeça e ombro, causando-lhe ferimentos que puseram sua vida em risco.

Ela acabou se mudando com a família para a Grã-Bretanha, onde se recuperou e encontrou refúgio. Após terminar o ensino médio em julho passado, passou nos exames para estudar na prestigiosa universidade de Oxford.

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AFP