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(Arquivo) Técnicos trabalham em um sistema de segurança na França

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Uma onda de "propaganda" digital, conduzida basicamente pela Rússia por meio de programas de informática autônomos ("bots"), divulga informações erradas, com o objetivo de manipular a opinião pública mundial - revela um estudo britânico apresentado em Washington nesta terça-feira (20).

Elaborado pela Oxford University, o informe analisa o emprego de "bots" nas redes sociais para influenciar a vida política em nove países: Brasil, Canadá, China, Alemanha, Polônia, Taiwan, Rússia, Ucrânia e Estados Unidos.

"A propaganda por computador é uma das novas ferramentas mais poderosas contra a democracia", escrevem os diretores do estudo, Philip Howard e Samuel Woolley, segundo os quais as digitais dessa ofensiva provêm da Rússia, sobretudo, mas também da China e de outros países.

"Há um prédio em São Petersburgo (Rússia) com centenas de funcionários e milhões de dólares de orçamento, cuja missão é manipular a opinião pública" em determinado número de países, disse Philip Howard em uma apresentação à imprensa.

As técnicas russas incluem, por exemplo, a divulgação de "múltiplas" publicações "contraditórias", relatou Howard.

"Trata-se de semear a confusão. Não necessariamente propagar informações falsas, mas deixar as pessoas tão indiferentes à política que já não têm vontade de se comprometer", afirmou Samuel Wooley.

A equipe analisou milhões de publicações em sete redes sociais durante períodos eleitorais, crises políticas e diversos "incidentes" ligados à Segurança Nacional.

Nos Estados Unidos, o estudo estima que os "bots" tiveram "influência" na eleição presidencial de 2016.

"Exércitos de 'bots' que acompanham, retuítam ou marcam 'Curti' em publicações de um candidato dão a ele maior legitimidade e aparentemente mais apoio do que ele que tem realmente", aponta o informe.

A suspeita de influência da Rússia na campanha eleitoral americana do ano passado a favor de Donald Trump está no centro de um escândalo político e na base das investigações sobre um possível complô entre Moscou e a equipe de campanha do magnata republicano para derrotar a democrata Hillary Clinton nas urnas.

Desde a eleição de Trump, o Facebook anunciou várias iniciativas para colaborar mais estreitamente com os veículos de comunicação e limitar a difusão de notícias e informações falsas.

AFP