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1914-1918: Os grandes atores do Pós-Guerra

O premier francês Georges Clemenceau visita uma trincheira durante a Primeira Guerra afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 26. junho 2014 - 17:38
(AFP)

De Lenin a Clémenceau, passando por Woodrow Wilson e Mustafa Kemal Atatürk, estes são alguns dos grandes atores que desenharam o mundo Pós-Guerra:

- Woodrow Wilson (1856-1924):

Presidente (democrata) dos Estados Unidos desde 1912 e reeleito em 1916, defendeu a neutralidade americana no conflito - ainda que Washington tenha financiado largamente o esforço de guerra aliado. A decisão alemã de lançar uma guerra submarina total, visando também aos navios de países neutros, levam Wilson a envolver os EUA no conflito em abril de 1917. Em 1919, participa pessoalmente das discussões de paz, defende o direito de autodeterminação dos povos e a criação da Liga das Nações, no âmbito do Tratado de Versalhes. O Senado americano se recusará, porém, a ratificar o Tratado de Versalhes, e os Estados Unidos não participarão da Liga.

- Georges Clémenceau (1841-1929):

Este elemento perturbador da política francesa, republicano radical, anticlerical e anticolonialista - mas também um ministro do Interior com mão de ferro -, recusa-se, em 1914, a integrar o governo de "união sagrada" de René Viviani. Em 1917, o presidente Poincaré o nomeia para a presidência do Conselho. O "Tigre", de 76 anos, concentrará o poder para estimular o esforço de guerra e sabe se fazer popular, ao visitar as trincheiras. Repetindo o lema "a Alemanha pagará", ele será inflexível sobre a imposição de duras condições a Berlim durante as negociações do Tratado de Versalhes, diante de seus aliados americanos e britânicos, mais inclinados ao acordo.

- David Lloyd George (1853-1945):

Em agosto de 1914, este liberal britânico é chanceler do Tesouro (correspondente ao ministro das Finanças) e pacifista, mas adere à guerra, da qual se torna rapidamente propagandista. Ele vira ministro da Guerra e, depois, primeiro-ministro em 1916, e dá um novo sopro ao esforço de guerra. Considerado em seu país como o homem que ganhou a Guerra, ele representa a Grã-Bretanha na Conferência de Paz de Paris, em 1919, e no Tratado de Versalhes.

- Leon Trotsky (1879-1940):

Figura-chave do movimento bolchevista e teórico da Revolução permanente, ele afirma desde 1914 sua oposição à Guerra. À frente do soviete (conselho) de Petrogrado, é um dos principais líderes da chamada "Revolução de Outubro" de 1917. Comissário do Povo das Relações Exteriores do novo regime, ele se pronuncia pela interrupção da Guerra e negocia um armistício com os alemães. Recusa-se, porém, a assinar a paz, esperando ganhar tempo para favorecer o desenvolvimento do movimento revolucionário na Alemanha. Seu cálculo fracassa, e o avanço das tropas alemãs leva ao desastroso Tratado de Paz de Brest-Litovsk, de março de 1918. Nomeado comissário da Guerra, Trotsky organiza o Exército Vermelho (1918-1920). Em 1929, é banido da antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) por Stalin, que encomendará seu assassinato no México, país onde Trotsky se exilou.

- Lenin (1870-1924) (ou Vladimir Ilitch Ulianov, seu verdadeiro nome):

Militante revolucionário de primeira hora, o pai da Revolução bolchevique vive de maneira quase contínua no exterior até 1917, participando ativamente da estruturação do movimento operário. Opõe-se claramente à "guerra imperialista", que o surpreendeu quando estava na Áustria. Volta para a Rússia em fevereiro de 1917 com a cumplicidade dos alemães, que esperam, com isso, enfraquecer o inimigo russo. Principal mentor da insurreição que levou à "Revolução de Outubro", ele defende, ao contrário de Trotsky, a paz imediata com a Alemanha. Liderando o novo poder bolchevique russo, inspira todas as decisões importantes até 1922.

- Mustafa Kemal Atatürk (1881-1938):

Coronel e depois general do Exército otomano, ele desempenha um papel importante na vitória contra os aliados na Batalha dos Dardanelos, em 1915. Torna-se a principal figura do movimento nacional turco, ferozmente oposto ao Tratado de Sèvres. Assinado em agosto de 1920 entre os Aliados e o sultão Mehmet VI, esse tratado leva ao desmantelamento do Império Otomano e da Turquia. Sob seu comando, o Exército turco reconquista Armênia, Curdistão e Cilícia das mãos dos Aliados, expulsa os gregos que haviam ocupado a Ásia Menor e retoma o controle de todo o país. É considerado o pai da Turquia moderna.

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