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Cruise collection da Chanel, apresentada no Grand Palais, em Paris

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A Grécia e sua mitologia inspiraram Karl Lagerfeld, que nessa quarta-feira apresentou sua coleção "cruzeiro" da Chanel em Paris, marcada por vestidos imaculados e joias douradas de belas sacerdotisas.

Entre colunas e oliveiras no majestoso museu do Grand Palais, modelos calçavam sandálias espartanas até os joelhos.

Os saltos reproduziam colunas jônicas. A paleta de cores era muito variada e lembrava o mármore e o brilho do sol.

Estampas ornamentais gregas enfeitavam vestidos tubinho e folhas de ouro arrematavam os looks.

A coleção batizada "A modernidade da Antiguidade" reflete a "Grécia ideal" de Karl Lagerfeld: "Para mim é como a origem da beleza, da cultura, onde há uma formidável liberdade de corpos que hoje em dia desapareceu", disse o estilista.

Após organizar seus outros desfiles "cruzeiro" em Dubai, Seul e Havana, a Chanel elegeu Paris para apresentar essa coleção anual entre temporadas de prêt-à-porter, que estará disponível nas lojas em novembro.

Entre 300 e 400 clientes e cerca de 300 jornalistas do mundo inteiro foram convidados para o desfile, também assistido por estrelas como o cineasta espanhol Pedro Almodóvar, sua compatriota e atriz Adriana Ugarte, e a atriz britânica Keira Knightley.

Desfilar na capital seria uma forma de apoiar a cidade francesa, que "sai de um ano e meio um pouco difícil", segundo o presidente de atividades de moda da Chanel, Bruno Pavlovsky.

"A Chanel está muito ligada a Paris: quando Paris é forte, a Chanel vai bem, quando Paris atravessa dificuldades, sofremos", disse.

"Paris é a capital da criação, da criatividade. Todos os nossos ateliês estão aqui". Mas "isso não quer dizer que não continuaremos viajando! Temos muitos projetos: no fim do mês em Tóquio, em junho em Seul...", disse Pavlovsky.

"A força de Paris é estar aberta ao mundo", acrescentou, a quatro dia do segundo turno da eleição presidencial na França. "Não podemos ser a capital da criação e nos fechar em nós mesmos", disse.

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