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O secretário de Estado americano Rex Tillerson, à direita, desembarca no Aeroporto Internacional de Bagdá, no dia 23 de outubro de 2017

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O primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, rechaçou nesta segunda-feira (23) em frente ao secretário de Estado americano, Rex Tillerson, em visita a Bagdá, os comentários sobre as "milícias iranianas", insistindo em que os combatentes eram iraquianos.

Tillerson chegou na noite desta segunda-feira a Bagdá em uma visita surpresa, depois de ir à Arábia Saudita e ao Catar nos últimos dias.

"Os combatentes do Hashd são iraquianos que lutaram contra o terrorismo, defenderam o seu país e se sacrificaram para derrotar o grupo Estado Islâmico (EI)", afirmou Abadi durante uma reunião com Tillerson, segundo um comunicado de seu gabinete.

O Hashd al-Shaabi (Forças de Mobilização Popular) é uma coalizão de unidades paramilitares que agrupam mais de 60.000 iraquianos, a maioria procedente de milícias xiitas apoiadas pelo Irã.

Este grupo foi formado em 2014 para ajudar o Exército contra o EI e participou de diferentes batalhas contra os extremistas no Iraque, com o apoio da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos.

No domingo em Riad, Tillerson havia pedido "aos combatentes estrangeiros" e "às milícias iranianas que estão no Iraque" que "voltassem para casa".

Anteriormente, o gabinete do primeiro-ministro iraquiano afirmou que "nenhuma força estrangeira" combate no Iraque e que "ninguém tem o direito de interferir nos assuntos iraquianos".

Tillerson e Abadi também conversaram sobre as "medidas tomadas pelo governo para restaurar a autoridade do poder federal em Kirkuk", indicou à AFP o serviço de imprensa do primeiro-ministro iraquiano.

Há pouco mais de uma semana, as tropas iraquianas retomaram o conjunto da rica província petroleira de Kirkuk, da qual os peshmergas curdos haviam se apoderado no início do caos causado em 2014 pelo avanço do EI.

Também retomaram outras zonas disputadas e que eram controladas pelos peshmergas curdos.

Tillerson, que durante a sua viagem pelo Golfo recordou a oposição de seu país ao referendo de independência curdo de 25 de setembro, que desatou uma crise entre Bagdá e Erbil, não se reuniu com as autoridades da região autônoma.

Este foi o segundo encontro em 24 horas entre Abadi e Tillerson, que se encontraram no domingo em Riad.

Após a reunião com Abdi, Tillerson encontrou o presidente iraquiano, Fuad Massum, curdo, mas que acusou o presidente do Curdistão iraquiano, Massoud Barzani, de causar a crise, assinalou uma fonte da Presidência.

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AFP