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Foto cedida pelo Ministério colombiano das Relações Exteriores mostra o presidente do Equador, Rafael Correa, em Cartagena, no dia 28 de outubro de 2016

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O Equador entrou, nesta terça-feira (3), em campanha para as eleições de 19 de fevereiro, das quais surgirá o sucessor do presidente Rafael Correa, no poder desde 2007 e que decidiu não se candidatar a um quarto mandato consecutivo.

Cerca de 12,8 milhões de equatorianos são esperados nas urnas para escolher entre oito candidatos. Além disso, será votado um referendo proposto por Correa para impedir que os funcionários públicos tenham capital em paraísos fiscais.

"Iniciamos em 3 de janeiro um processo importante dentro do caminho para as eleições gerais de 2017 e também dentro do processo da consulta popular dos paraísos fiscais", disse o presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Juan Pablo Pozo.

Também serão eleitos o vice-presidente, 137 deputados para a unicameral Assembleia Nacional e cinco parlamentares andinos para o período 2017-2021.

O CNE destinará um fundo de 576.751 dólares para a publicidade de cada uma das chapas à Presidência. Na campanha, são proibidas mensagens que induzam à violência, à discriminação, ao racismo, à toxicomania, ao sexismo, à intolerância religiosa, ou política, assim como outros atentados aos direitos civis.

Para evitar um segundo turno, o vencedor de 19 de fevereiro deve obter 40% dos votos válidos e uma diferença de 10 pontos em relação ao segundo colocado. Caso isso não aconteça, o segundo turno está previsto para 2 de abril.

Lenín Moreno, a carta do governo

Sem Correa no páreo, o movimento oficialista Alianza País (socialista) espera se manter no poder com Lenín Moreno, que sofre de uma paraplegia que o obriga a se movimentar de cadeira de rodas.

Ex-vice-presidente de Correa entre 2007 e 2013, Correa lidera as intenções de voto, com percentuais de 36% e 29%, como mostram as mais recentes pesquisas das empresas privadas Cedatos e Market, respectivamente.

Atrás dele, aparecem o ex-banqueiro Guillermo Lasso (movimento CREO, de direita); a ex-deputada Cynthia Viteri (Partido Social Cristão, de direita); e o general reformado Paco Moncayo (Esquerda Democrática, centro esquerda).

Lasso conta com 22% das preferências, e Viteri, com 11%, segundo a Cedatos. Já na Market a ex-parlamentar tem 19%, seguida do ex-banqueiro, com 18%. Em quarto, está Moncayo, ex-prefeito de Quito, com 7% e 15%, respectivamente.

Outros nomes da corrida eleitoral são o advogado e ex-jogador de futebol Dalo Bucaram (Fuerza Ecuador, populista), filho do ex-presidente Abdalá Bucaram (agosto de 1996 - fevereiro de 1997); o ex-procurador-geral Washington Pesántez (Unión Ecuatoriana, centro esquerda); Patricio Zuquilanda (Sociedad Patriótica, centro), chanceler do derrocado presidente Lucio Gutiérrez (2003-2005); e o médico Iván Espinel, o mais jovem com 33 anos (Compromiso Social, centro).

Diálogo, proteção e emprego

Moreno deu a largada em sua campanha em Quito, em um abrigo para idosos, onde anunciou uma pensão para "todos os nossos velhinhos" e um programa especial de saúde para os primeiros mil dia de vida dos recém-nascidos. O custo deve chegar a US$ 680 milhões anuais.

"Este é um Equador, no qual vamos dialogar, respeitar", afirmou, mostrando-se disposto a debater sobre o "futuro" da nação, que enfrenta problemas em sua dolarizada economia pela queda do preço do petróleo e da valorização da moeda americana.

Na capital, Viteri se reuniu com representantes de um sindicato de artesãos, prometendo proteger a categoria da "concorrência desleal" dos países vizinhos e "baixar os custos de produção".

Já Lasso cumpriu atividades em seu reduto eleitoral de Guayaquil, principal polo econômico do Equador.

"Nossa proposta é criar um milhão de empregos", disse à AFP.

Funcionários e paraísos fiscais

O presidente equatoriano que mais tempo ficou no cargo depois da crise institucional que levou o país a ter sete governantes entre 1996 e 2007 (três deles vítimas de golpe), Correa foi eleito em históricos primeiros turnos em 2009 e 2013.

O governo obteve várias vitórias eleitorais consecutivas, incluindo consultas populares para aprovar a atual Constituição de viés socialista (em vigor desde 2008). Nas eleições municipais de 2014, sofreu um duro golpe, ao perder prefeituras de várias cidades importantes como Quito e Cuenca (sul).

Depois de receber a aprovação da Corte Constitucional, Correa convocou por decreto, há um mês, a consulta popular sobre a possibilidade de proibir que servidores públicos tenham bens e dinheiro em paraísos fiscais.

Em caso de vitória do "sim", os funcionários públicos deverão acatar o mandato e se desfazer de seus bens nos paraísos fiscais no prazo de um ano. Seu descumprimento será seguido de demissão.

Representantes da oposição, entre eles Lasso, são contra essa proibição.

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AFP