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Absolvidos na Bolívia acusados de separatismo durante governo Morales

(2007) O ex-general boliviano Gary Prado Salmon afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 04. fevereiro 2020 - 21:50
(AFP)

Um tribunal da Bolívia determinou nesta terça-feira (4) a absolvição de 39 bolivianos - incluindo um general reformado que capturou o líder guerrilheiro 'Che' Guevara em 1967 - após serem submetidos a julgamento durante mais de 10 anos por separatismo e terrorismo no governo do ex-presidente Evo Morales.

O juiz Sixto Fernández anunciou a decisão depois que o Ministério do Governo (Interior) e o promotor do caso decidiram retirar as acusações. O tribunal "falha em declarar a absolvição", disse Fernández em audiência pública, ao fazer uma leitura favorável aos 39 bolivianos acusados pelo governo de Morales de integrar um grupo separatista, de insurreição armada e de planejar seu assassinato.

Após a renúncia de Morales em novembro passado, o novo governo de transição da direitista Jeanine Áñez deu uma guinada de 180 graus no processo.

Entre os absolvidos está o ex-general do Exército, Gary Prado Salmón, que capturou o guerrilheiro Ernesto Che Guevara em 1967.

A sentença "é o resultado de uma longa luta para não nos deixarmos derrotar, lutamos com as armas da lei", disse o ex-militar, em uma cadeira de rodas desde que tomou um tiro na década de 1980.

Os 39 bolivianos teriam ligações com um grupo de mercenários estrangeiros liderados pelo boliviano-croata Eduardo Rózsa que, segundo a acusação, planejava assassinar Morales e dividir o país.

A oposição ao governo de Morales, que se estabeleceu no poder em 2006, sempre denunciou que o caso foi instaurado pelo partido no poder para desmantelar uma poderosa oposição de empresas civis da direita no departamento de Santa Cruz, seu reduto político.

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