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Vladimir Putin e Donald Trump em Hamburgo, Alemanha, no dia 7 de julho de 2017

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Estados Unidos e Rússia acertaram nesta sexta-feira declarar um cessar-fogo no sudoeste da Síria a partir de domingo, às 12h00 hora local (06h00 em Brasília), anunciou o ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, à margem da cúpula do G20.

"Hoje, na capital da Jordânia, especialistas russos, americanos e jordanianos (...) chegaram a um acordo sobre um memorando para criar uma zona de desescalada" nas regiões de Deraa, Quneitra e Sueida, afirmou Lavrov.

"Nesta zona, haverá um cessar-fogo a partir das 12h, hora de Damasco, a partir de 9 de julho", acrescentou.

Em um primeiro momento, "a segurança em torno desta zona será garantida por forças e meios da polícia militar russa em coordenação com os jordanianos e os americanos", detalhou Lavrov.

O secretário de Estado americano, Rex Tillerson, confirmou o acordo e disse que este compromisso demonstra que os Estados Unidos e a Rússia podem trabalhar juntos na questão síria e que vão continuar cooperando no futuro.

"Tivemos uma discussão muito longa em relação a outras áreas da Síria nas que podemos continuar trabalhando juntos para 'desescalar' as zonas e a violência, uma vez que o Estado Islâmico seja derrotado", disse.

Um alto cargo do Departamento de Estado reconheceu que este é um "primeiro passo de um processo mais longo" e que os Estados Unidos continuam sendo "modestos" e "realistas" em seus objetivos, tendo em conta os fracassos em tréguas anteriores.

Rússia e Irã, aliados de Damasco, e Turquia, que apoia os rebeldes, adotaram em maio o princípio de criação de quatro zonas de segurança para instaurar uma trégua duradoura em várias regiões.

No entanto, ainda não chegaram a um acordo sobre a forma como estas zonas serão administradas.

Moscou considera que uma dessas zonas de "desescalada", no sul do país, só pode ser estabelecida com o consentimento dos Estados Unidos e da Jordânia, país fronteiriço com a Síria.

As outras três zonas se encontram na região de Idleb (noroeste), na província de Homs (centro) e no enclave rebelde de Ghouta Oriental, perto de Damasco.

AFP