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O venezuelano Ilich Ramírez Sánchez, conhecido como Carlos, "o Chacal", com algumas notas nas mãos durante seu julgamento em Paris pelo atentado de 1974, em um desenho feito no tribunal em 5 de março de 2018

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A Procuradoria francesa pediu prisão perpétua, nesta quarta-feira (14), para o venezuelano Ilich Ramírez Sánchez, conhecido como "Carlos, O Chacal", em seu julgamento em apelação por um atentado cometido há 44 anos em Paris.

"Todos os elementos da investigação permitem superar a dúvida acima de qualquer suspeita" e mostram que Carlos "é o autor do atentado cometido na Drugstore", declarou o procurador-geral Rémi Crosson du Cormier.

Seguindo as recomendações desse mesmo procurador, no ano passado, a corte penal de Paris havia condenado Ramírez Sánchez em primeira instância à prisão perpétua por ter lançado uma granada, em 1974, contra uma galeria comercial parisiense. No episódio, duas pessoas morreram, e 34 ficaram feridas.

Embora admita "ter matado 80 pessoas com suas próprias mãos" em nome da "resistência palestina", "O Chacal" nega qualquer envolvimento no atentado cometido contra a galeria comercial Drugstore Publicis do bulevar Saint-Germain e, por isso, recorreu da sentença.

Seus advogados alegam que não há provas conclusivas que vinculem seu cliente com o atentado parisiense.

Desde 5 de março, o acusado, de 68 anos, comparece a uma corte especial, composta unicamente por magistrados competentes em temas de terrorismo.

Ramírez Sánchez, que foi durante anos um dos foragidos mais procurados do mundo, já cumpre duas condenações de prisão perpétua por um triplo homicídio cometido em 1975 em Paris e por quatro atentados com explosivos cometidos nos anos 1980, que deixaram 11 mortos e 191 feridos.

O ataque contra a galeria, que "marcou o início da carreira criminosa de Carlos na França", segundo a Procuradoria, aconteceu em 15 de setembro de 1974 na capital francesa. Um homem lançou indiscriminadamente uma granada contra dezenas de pessoas que passeavam, ou faziam compras no estabelecimento.

Para a acusação, o atentado contra o centro comercial Drugstore Publicis estava conectado a uma tomada de reféns em curso na embaixada francesa em Haia e protagonizada pelo Exército Vermelho japonês, um grupo armado de extrema esquerda.

O Exército Vermelho japonês estava ligado à Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), da qual Carlos havia-se tornado um dos braços armados na Europa.

Nas audiências de primeira instância, várias testemunhas apoiaram essa tese, incluindo um ex-companheiro de armas - o alemão Hans Joachim Klein. Ele garantiu que o próprio Carlos lhe contou ter sido aquele que lançou a granada.

O veredicto desse julgamento, o último encontro da Justiça francesa com "O Chacal", será anunciado nesta sexta, 16 de março.

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AFP