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(Arquivo) Michael Fallon

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O ministro da Defesa britânico, Michael Fallon, acusado de assédio sexual, pediu demissão nesta quarta-feira (1), informou um porta-voz do ministério à AFP.

Fallon é acusado de ter colocado a mão no joelho de uma jornalista durante um jantar no congresso do partido conservador em 2002. Michael Fallon declarou à BBC que seu comportamento no passado "talvez não tenha estado à altura".

"Nos últimos dias vieram à tona uma série de acusações sobre parlamentares, incluindo algumas sobre a minha conduta no passado. Muitas delas são falsas, mas reconheço que no passado talvez não tenha estado à altura dos altos padrões requisitados das Forças Armadas que tenho a honra de representar", escreveu Fallon em sua carta de renúncia.

"Refleti sobre a minha posição e como consequência peço demissão do meu cargo de ministro da Defesa", declarou Fallon no documento, destinado a primeira-ministra britânica Theresa May.

May respondeu em uma carta agradecendo a ele por sua "longa e impressionante carreira ministerial" e reconheceu "o exemplo que deseja dar" com a sua decisão.

"Meu Deus. Sir Michael Fallon acaba de pedir demissão do Ministério de Defesa", tuitou a jornalista responsável pela acusação, Julia Hartley-Brewer, ressaltando: "Ainda que duvide que a razão seja o meu joelho".

Hartley-Brewer disse estar "incrivelmente impactada" pela demissão e que acredita que a decisão não foi tomada unicamente pelo incidente de 2002.

"Acredito que haverá mais acusações. Duvido muito que isto seja apenas pelo meu joelho, mas se foi, é algo absurdo".

Já Theresa May declarou que "aprecia a forma particularmente séria" com que Fallon "considerou sua posição e, em particular, o exemplo que dá aos militares e às mulheres".

A saída do ministro, de 65 anos, priva a primeira-ministra de um dos membros mais experientes de seu governo e exige uma reforma no momento em que May tem sua liderança contestada.

Com Michael Fallon a premier também perde apoio nas negociações sobre a saída da Grã-Bretanha da União Europeia (UE), o que ameaça debilitar ainda mais sua posição diante dos partidários de um Brexit duro.

A decisão chega no momento em que numerosos políticos britânicos são alvo de acusações de assédio sexual, no rastro do caso Weinstein, o produtor de Hollywood.

A imprensa britânica cita a existência de uma lista, elaborada por ex-colaboradoras, com os nomes de 40 deputados (incluindo seis ministros) acusados de abusos.

Outro aliado de May, o vice-primeiro-ministro Damian Green, também foi acusado de assédio sexual, por uma ex-militante do Partido Conservador, Kate Maltby, por ter colocado a mão no seu joelho durante um encontro em um pub em 2015.

O secretário de Estado de Comércio Internacional, Mark Garnier, admitiu que colocou um apelido com conotação sexual em sua secretária, e pediu que ela comprasse brinquedos sexuais.

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AFP