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Advogada defensora dos direitos humanos é assassinada na Líbia

Manifestantes líbios gritam durante manifestação em Bengazi, em 7 de fevereiro de 2014 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 25. junho 2014 - 23:03
(AFP)

Salwa Bouguiguis, uma advogada e militante dos direitos humanos, foi assassinada a tiros na noite desta quarta-feira em sua residência no leste da Líbia, informou uma fonte médica.

"Desconhecidos encapuzados e vestidos com uniformes militares atacaram a senhora Bouguiguis em sua casa", disse à AFP um oficial, que pediu para não ter o nome revelado.

"Bouguiguis chegou em estado crítico ao Centro Médico de Benghazi, onde faleceu mais tarde em consequência dos ferimentos", disse à AFP um porta-voz do hospital.

"Bouguiguis foi apunhalada em várias partes do corpo, mas faleceu em consequência de uma bala na cabeça", acrescentou o porta-voz.

Em sua conta no Twitter, a embaixadora americana na Líbia, Deborah Jones, denunciou "um ato ignóbil, covarde e vergonhoso contra uma mulher corajosa e uma verdadeira patriota líbia".

O marido da ativista, que estaria em casa no momento da agressão, desapareceu, segundo um membro da família.

"Perdemos qualquer contato com ele", disse a mesma fonte, que relatou ainda que um segurança da casa foi ferido a tiros, mas não corre perigo.

Feminista liberal, Bouguiguis participou ativamente da revolução de 2011 que acabou com o regime de Muammar Kadhafi. Ex-integrante do Conselho Nacional de Transição (CNT), ex-braço político da rebelião, Bouguiguis era atualmente vice-presidente de um comitê preparatório para o diálogo nacional.

Nesta quarta, Bouguiguis participou das eleições legislativas na Líbia e publicou fotos dela na seção eleitoral em sua página de Facebook.

Seu assassinato aconteceu menos de um ano depois da morte de Abdesalem al Mesmari, advogado e militante político líbio, também em Benghazi, reduto de grupos islâmicos radicais.

Desde a Revolução de 2011, a região leste da Líbia - e, em particular, sua cidade mais importante, Benghazi - é palco de uma série de ataques e assassinatos, sobretudo, de militares, de policiais e de magistrados.

No final de maio, foi morto a tiros um jornalista líbio crítico dos "jihadistas" em Benghazi, reduto da Revolução de 2011.

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