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(Arquivo) A advogada russa Natalia Vesselnitskaïa

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A advogada russa acusada nos Estados Unidos de ter tentado entregar a Donald Trump Jr. informações comprometedoras sobre Hillary Clinton afirmou nesta quarta-feira (19) que está disposta a testemunhar perante o Senado americano sobre o caso.

"Se o Senado quiser ouvir a verdadeira história, estou mais do que disposta a contar tudo" sobre seu encontro com o filho mais velho do presidente Donald Trump em junho de 2016, em Nova York, afirmou Natalia Veselnitskaya, de 42 anos, em entrevista ao canal de televisão russo RT.

"Estou disposta a testemunhar, se minha segurança for garantida", disse a advogada, que nega ter vínculos com o Kremlin.

Natalia Veselnitskaya argumenta que, durante o encontro com Donald Trump Jr., discutiu sobre a adoção de crianças russas e sobre a lei americana Magnitsky.

A lei Magnitsky - em homenagem ao advogado russo Sergei Matnitsky, morto na prisão após ter denunciado um escândalo financeiro na Rússia - prevê sanções econômicas contra funcionários russos suspeitos de envolvimento em sua morte.

Em retaliação, o governo russo aprovou uma lei que proíbe a adoção de crianças russas por cidadãos americanos.

"Foi por essa história que fui ver Trump Jr.", garantiu Natalia.

Nos últimos anos, a advogada fez campanha na Europa e nos Estados Unidos contra as sanções ocidentais aplicada à Rússia no âmbito do caso Magnitsky.

Em e-mails trocados em junho de 2016 com Donald Trump Jr., o ex-jornalista Rob Goldstone - um britânico amigo da família - diz que poderia ajudar a equipe de Trump a desacreditar sua rival democrata, Hillary Clinton, com informações dos russos.

Nessas mensagens, Goldstone menciona Natalia Veselnitskaya como uma "advogada do governo russo" que possui documentos comprometedores obtidos com o procurador-geral russo, Yuri Chaika.

"É totalmente absurdo", insistiu Veselnitskaya, na entrevista à RT.

AFP