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O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, em Lusail, em 15 de abril de 2017

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Um advogado filipino, atuando como cidadão, apresentou nesta segunda-feira ao escritório da promotoria do Tribunal Penal Internacional (TPI) um relatório que incrimina o presidente filipino Rodrigo Duterte por ter causado a morte de mais de 8.000 pessoas com sua guerra contra o tráfico de drogas.

Jude Sabio pediu ao TPI que investigue Duterte e os dirigentes de seu governo e que abra processos por crimes contra a humanidade pela "horripilante situação de assassinatos em massa nas Filipinas".

Sabio disse que o presidente começou a usar de uma "estratégia ou sistema para eliminar ou assassinar pessoas suspeitas de crimes, incluindo viciados e traficantes", quando foi eleito prefeito de Davao (sul) em 1988.

Sabio é advogado de Edgar Matobato, o membro de um esquadrão da morte de Duterte que se arrependeu. Em setembro, ele explicou ante o Senado que o esquadrão havia matado cerca de mil pessoas, deliquentes e opositores, por ordem de Duterte.

Duterte admitiu em dezembro que matou pessoalmente supostos criminosos quando era prefeito para dar exemplo à polícia.

Sabio viajou a Haia, sede do TPI, para entregar um relatório com sua denúncia ao promotor-geral Fatou Bensouda.

Indagado pela AFP, o gabinete do promotor-geral não fez comentários.

Duterte venceu as eleições em maio com a promessa de erradicar o tráfico de drogas e de acabar com milhares de suspostos delinquentes.

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