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O advogado Joaquin "El Chapo" Guzman, Eduardo Balarezo, fala com a imprensa, no dia 8 de novembro de 2017, em Nova York

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Um juiz americano autorizou nesta quarta-feira (8) uma psicóloga a avaliar na prisão o famoso narcotraficante mexicano "El Chapo" Guzmán, que segundo seu advogado tem problemas de memória e pode chegar ao julgamento sem estar em condições devido ao seu extremo isolamento.

Por conta das duras condições carcerárias desde que foi extraditado aos Estados Unidos em 19 de janeiro, "sua memória está falhando, tem problemas físicos (...). Tenho medo que daqui até abril, quando começar o julgamento, não esteja em condições para comparecer em sua defesa", disse o novo advogado de "El Chapo", Eduardo Balarezo, a jornalistas ao fim de uma audiência.

O chefe do tráfico compareceu à corte federal do Brooklyn com um traje azul de presidiário e sem algemas, sorriu e balançou a mão para cumprimentar sua esposa Emma Coronel e suas duas filhas pequenas, gêmeas, que compareceram à audiência, constatou a AFP.

O juiz Brian Cogan decidiu que a psicóloga deverá vê-lo através de um vidro - como fazem o advogado e seus assistentes - por razões de segurança.

Joaquín Guzmán é acusado de comandar um dos maiores impérios do narcotráfico das Américas e de enviar mais de 200 toneladas de cocaína aos Estados Unidos. Uma das 17 acusações que enfrenta, liderar o cartel de Sinaloa, pode levá-lo à prisão perpétua.

Balarezo disse ao juiz que está preocupado porque apenas conhecerá as testemunhas do governo, que são informantes, duas semanas antes do julgamento, cujo início está previsto para 16 de abril de 2018.

"Estou certo de que ao pegar este caso você sabia que o julgamento seria um desafio", respondeu o juiz ao advogado de "El Chapo".

"Não é o meu primeiro", mas "estou preocupado" com os prazos, respondeu Balarezo.

"A Promotoria nos entregou 90.000 páginas de documentos, essas provas não são problemáticas porque não são depoimento direto contra Guzmán. O que me inquieta são as declarações dos informantes, dos colaboradores, duas semanas antes deles testemunharem. E isso não está certo porque como vamos nos preparar?", disse o advogado a jornalistas.

No entanto, sustentou que seu cliente não quer atrasar o processo, e Cogan deixou claro que ele tampouco.

"Estamos fazendo todo o possível para conseguir um julgamento rápido", afirmou o juiz.

Balarezo declarou em entrevista à AFP antes da audiência que é "o único advogado" do chefe do tráfico e explicou que aceitou o caso apesar da Promotoria não lhe dar garantias de que não confiscará seus honorários.

A próxima audiência acontecerá em 19 de janeiro.

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AFP