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Aviões da Aerolíneas Argentinas na pista de pouso do aeroporto Jorge Newbery em Buenos Aires, no dia 2 de agosto de 2017

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A Aerolíneas Argentinas decidiu novamente cancelar seu voo para Caracas no próximo sábado, como tinha feito na semana passada, devido a "questões operacionais de segurança", informou a empresa nesta quarta-feira em um comunicado.

Essa é a segunda semana seguida em que a companhia cancela esse voo pelo mesmo motivo.

Apesar disso, "a rota continua existindo e está operante", disse à AFP um porta-voz da empresa ao indicar que "a situação será avaliada semana a semana".

"Continuamos monitorando de perto a situação a fim de determinar como vai se manter nosso serviço a Caracas", diz um comunicado.

Segundo uma fonte da empresa, as razões operacionais se devem à falta de insumos no aeroporto de Caracas, de reposições de manutenção, do combustível necessário para a operação e de alimentos para a tripulação".

"Não há as condições necessárias e suficientes para completar um voo nos padrões internacionais requeridos", explicou.

A Aerolíneas já parou de fazer reservas para os voos a Caracas desde a semana passada.

"A situação é semana a semana e responde ao contexto sociopolítico que a Venezuela vive hoje", disse a fonte.

A Venezuela enfrenta uma profunda crise com protestos que há quatro meses pedem a saída do presidente Nicolás Maduro.

No fim de julho, a colombiana Avianca decidiu parar de operar na Venezuela devido a "limitações operacionais", interrompendo seis décadas de operação no país.

Em 30 de junho, a americana United Airlines fez seu último voo saindo do país. A Air Canada suspendeu a operação em 2014, bem como a Aeroméxico. Alitalia engrossou a lista em 2015, e GOL, Latam e Lufthansa, em 2016.

As companhias que ainda operam no país diminuíram frequência e rotas, como American Airlines, TAP, Air France e Iberia.

AFP