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Destroços do avião da LaMia, que transportava os membros do time de futebol da Chapecoense, podem ser vistos após acidente, em 29 de novembro de 2016

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A Direção-Geral da Aviação Civil (DGAC) da Bolívia foi quem autorizou o fatídico voo da companhia LaMia de Santa Cruz para Medellín, na Colômbia, revelou nesta quinta-feira um advogado, que informou que o documento que prova esta informação está nas mãos das autoridades brasileiras.

"A DGAC aprovou a entrada e saída do voo da LaMia. O que se quer aqui é confundir a população e buscar responsáveis", afirmou Guido Colque, advogado de uma funcionária da empresa que administra os aeroportos da Bolívia que fugiu do país para o Brasil.

O jornal El Deber informou que uma cópia dessa autorização está nas mãos da polícia federal brasileira.

A técnica da Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares da Navegação Aérea (AASANA), Celia Castedo, assegurou que fez cinco observações à tripulação no dia do voo fatídico, mas que não foi ouvida, e que só a DGAC tinha o poder para impedir a decolagem.

Uma investigação das autoridades aeronáuticas colombianas estabeleceu que a aeronave tinha combustível insuficiente para cobrir a rota entre a cidade boliviana de Santa Cruz e o aeroporto Jose María Córdova em Rionegro, que serve a Medellín.

De acordo com o inquérito, "até o momento temos provas de que nenhum fator técnico influenciou no acidente, tudo está ligado a um fator humano e gerencial".

Até à data, o governo boliviano estabeleceu que a responsabilidade pelo incidente era da empresa LaMia e do piloto Miguel Quiroga, por planejar uma viagem sem cumprir os requisitos de segurança, além da funcionária Castedo da AASANA.

Ao mesmo tempo, a aeromoça boliviana Ximena Suarez, uma das seis sobreviventes do acidente, citada pelo promotor local designado para o caso, Gomer Padilla, declarou no inquérito que o proprietário da empresa LaMia é o venezuelano-espanhol Ricardo Albacete, que sempre negou qualquer vínculo.

Em 29 de novembro, um BA-146 modelo RJ85 da LaMia caiu perto de Medellín, na Colômbia, matando 71 das 77 pessoas a bordo, incluindo o piloto, 19 jogadores da Chapecoense, bem como dirigentes do clube brasileiro e jornalistas.

AFP