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Pessoas assinam o formulário para o referendo revogatório do presidente Nicolás Maduro, em Caracas, no dia 6 de junho de 2016

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O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela denunciou, nesta quarta-feira (22), agressões sofridas por seus funcionários durante a validação de assinaturas para ativar o referendo revogatório contra o presidente Nicolás Maduro, o que - como o órgão já advertiu - pode gerar a suspensão do processo.

"Nesses três dias (...) foram agredidos funcionários que prestam seus serviços para cumprir essa fase do referendo", declarou a reitora do CNE, Sandra Oblitas, à televisão pública.

Segundo Oblitas, ao alegar que o CNE faz uma "operação de atraso deliberado" na autenticação, lideranças da oposição submetem funcionários ao "escárnio público", publicando seus nomes e fotos.

"Vemos com preocupação como alguns líderes nacionais expuseram ao escárnio público com nome, sobrenome, fotografia, dos nossos diretores regionais e outros funcionários da instituição", afirmou.

Para ela, são "expressões de ódio" que "põem em risco a vida dos nossos funcionários".

A fase de reconhecimento de assinaturas começou na segunda (20) e termina nesta sexta-feira (24) em 128 pontos habilitados pelo CNE. A oposição acusa o órgão de estar a serviço do governo.

Na quarta-feira, o líder opositor Henrique Capriles divulgou em sua conta no Twitter o nome e a foto de um diretor regional do CNE com a legenda: "este personagem sabotando validação em Nueva Esparta! Respeite o Povo".

Com a assessoria do CNE, os funcionários que se dizem agredidos estão pedindo "medidas de proteção" no Ministério Público, informou Sandra Oblitas.

Ao dar sinal verde para a autenticação das assinaturas em 10 de junho, a presidente do CNE, Tibisay Lucena, advertiu que "qualquer agressão, alteração, ou geração de violência levará à suspensão imediata do processo [para o referendo] até a se restabeleça a ordem".

Para ativar a consulta, é necessário que cerca de 200.000 pessoas ratifiquem suas assinaturas - registrando as impressões digitais - do total de 1,3 milhão certificado pelo CNE.

AFP