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O CEO da Airbus, Tom Enders, anuncia na França os resultados da empresa em 2017

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A fabricante de aviões europeia Airbus quase triplicou seu lucro em 2017, mas teve que fazer novas provisões devido aos problemas com o avião militar A400M.

Os lucros líquidos foram de 2,87 bilhões de euros (3,6 bilhões de dólares), enquanto o faturamento se manteve estável, em 66,8 bilhões de euros, anunciou a Airbus nesta quinta-feira.

A empresa, no entanto, se viu obrigada a reservar 1,3 bilhão de euros para enfrentar os problemas no desenvolvimento do avião militar A400M.

"Superamos todos os nossos indicadores-chave para 2017 graças a resultados operacionais muito bom, especialmente no último trimestre", comemorou Tim Enders, CEO da Airbus, em nota.

"No que diz respeito ao A400M, melhoramos a situação em matéria industrial e de capacidades e concordamos em reexaminar os contratos com os clientes governamentais para reduzir os riscos residuais do programa", apontou.

O programa militar para desenvolver o A400M, o mais ambicioso já executado na Europa, inclui a participação de Alemanha, França, Reino Unido, Espanha, Turquia, Bélgica e Luxemburgo, mas acumula custos extras e atrasos.

Apesar disso, a Airbus disse que entregou, em 2017, 19 aviões do tipo, frente aos 17 de 2016.

A Airbus também enfrentou, em 2017, problemas com os motores de seu modelo A320neo. Ela foi forçada a deixar em terra 11 aparatos.

- Investigações e sanções -

"Apesar dos problemas persistentes nos motores do A320neo, continuamos aumentando o ritmo da produção e finalmente entregamos um número recorde de aparatos", disse Enders.

Em 2017, a Airbus também sofreu as consequências das investigações das autoridades financeiras na França e no Reino Unido sobre supostas irregularidades em algumas das transações, algo que foi denunciado pela própria empresa em 2016.

Além disso, as contas de 2017 incluem um impacto negativo de 117 milhões de euros por sanções administrativas relacionadas a um caso de suposta corrupção na venda de 18 aviões de combate Eurofighter para a Áustria em 2003.

Em paralelo, a fabricante aeronáutica se beneficiou da venda de sua filial Defence Electronics, que gerou lucro líquido de 604 milhões de euros.

Para 2018, a Airbus prevê a entrega de "cerca de 800 aviões comerciais, sob condição de os construtores de motores respeitem seus compromissos", e um lucro operacional com alta de "em torno de 20%".

Em 2017, as encomendas aumentaram em 158 bilhões de euros (frente aos 134 bilhões de 2016), o que leva o valor total dos pedidos a 997 bilhões de euros (ante o 1,06 trilhão de 2016).

A Airbus também anunciou o pagamento de lucro por ação de 1,50 euro para o exercício fiscal de 2017, uma alta de 11% em relação ao ano anterior, o que demonstra "nossa confiança no crescimento futuro de nossos lucros e de nossa tesouraria", afirmou Enders.

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AFP