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Ajuda respiratória é concebida com engenheiros de Fórmula 1

O CPAP foi desenvolvido em menos de uma semana por engenheiros mecânicos, médicos e a equipe de F1 da Mercedes Formula 1 em parceria com a UCL afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 30. março 2020 - 12:15
(AFP)

Pesquisadores, médicos e engenheiros da equipe Mercedes de Fórmula 1 desenvolveram em menos de uma semana uma assistência respiratória para aliviar os pulmões dos pacientes com o novo coronavírus, evitando colocá-los nos respiradores.

O princípio deste dispositivo, conhecido pelo acrônimo CPAP (ventilação por pressão positiva contínua), tem sido amplamente utilizado em hospitais na Itália e na China para ajudar pacientes com COVID-19 com infecções pulmonares graves a respirarem quando a máscara de oxigênio não é suficiente, informou a University College London (UCL) em um comunicado.

Os engenheiros da UCL trabalharam incansavelmente desde 18 de março com médicos do University College London Hospital (UCLH) e a equipe da Mercedes para adaptar e melhorar um CPAP. O resultado foi alcançado em menos de 100 horas de trabalho.

A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA), que aprova dispositivos médicos no Reino Unido, aprovou o uso do dispositivo, disse a UCL.

O UCLH distribuirá 100 destes dispositivos para testes clínicos antes de uma rápida implantação em hospitais em todo país, que aguarda uma onda de pacientes com COVID-19.

Relatórios da Itália indicam que cerca de metade dos pacientes em CPAP evitou dispositivos mais invasivos.

Os CPAP consistem na difusão de uma mistura de ar e oxigênio na boca e no nariz a uma taxa contínua, mantendo as vias aéreas abertas e aumentando a quantidade de oxigênio que entra nos pulmões.

Já os respiradores invasivos exigem uma forte sedação do paciente, bem como a conexão a um tubo colocado em sua traqueia.

Os novos dispositivos "ajudarão a salvar vidas, garantindo que o número limitado de respiradores seja usado apenas para os pacientes mais graves", disse o professor Mervyn Singer, consultor de terapia intensiva no UCLH, citado no comunicado.

Em alguns hospitais europeus, na Itália, ou na Bélgica, esses aparelhos respiratórios foram projetados adaptando máscaras de mergulho.

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