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Militantes da Al-Qaeda posam com bandeira da Al-Qaeda em frente a museu em Seiyun, no Iêmen, em 24 de maio de 2014

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O braço da Al-Qaeda no Iêmen, um dos mais perigosos da rede extremista, manifestou "solidariedade" aos jihadistas do Estado Islâmico (EI) no Iraque e ameaçou os Estados Unidos.

"A declaração de guerra de (Barack) Obama aos muçulmanos no Iraque e os ataques aéreos contra os mujahedines posteriores mostram claramente que o inimigo cruzado e sionista continua sendo o mais perigoso para a nação do islã", afirma um comunicado da Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA) divulgado em sites jihadistas.

O presidente americano, Barack Obama, autorizou na semana passada ataques aéreos na região norte do Iraque para conter o avanço do EI, que provocou a fuga de dezenas de milhares de pessoas, em particular de cristãos e dos membros da minoria yazidi.

Sem mencionar diretamente o EI - cujo líder Abu Bakr al-Bagdadi foi muito criticado pelo comando central da Al-Qaeda -, a AQPA manifesta "solidariedade com nossos irmãos muçulmanos no Iraque contra a campanha cruzada" e completa: "quando encontrarmos a forma de atacar a América, o faremos".

A organização extremista, muito ativa no Iêmen, apela a todo muçulmano, e em particular aos militantes islamitas, a atacar os Estados Unidos e seus interesses em todo o mundo.

"Apelamos a todos os grupos islamitas que apoiem os irmãos atacando a América e a atuar, dentro de sua jihad, para prejudicar os Estados Unidos militarmente, economicamente e na mídia", completa a nota da AQPA, que acusa Washington de ser "o principal obstáculo para a libertação dos povos muçulmanos".

A AQPA alerta Obama, "inimigo de Alá", que suas ações "contra os muçulmanos, sejam mujahedines ou não, não ficarão impunes".

A AQPA, criada com a fusão em 2009 dos braços iemenita e saudita da Al-Qaeda e considerada pelos Estados Unidos como o grupo mais perigoso da rede extremista, é leal ao líder da Al-Qaeda, Ayman al Zawahiri, contrário a Bagdadi.

"Apesar de tudo, estamos nas mesmas trincheiras que nossos irmãos muçulmanos no Iraque contra o complô americano, cruzado e iraniano e de governantes infiéis do Golfo", afirma a AQPA em seu comunicado.

AFP