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Mulher observa monumento confederado em Fort Sanders, Knoxville, Tennessee, no dia 25 de agosto de 2017

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Um monumento confederado, que homenageia os soldados que batalharam pela secessão e defenderam a escravidão, foi erguido no Alabama pouco depois do atentado racista que comoveu os Estados Unidos pela persistência das suas tensões raciais.

O Alabama era um importante estado produtor de algodão que baseava sua economia no trabalho escravo. Por este motivo, se tornou um bastião da Confederação da Guerra Civil, que durou de 1861 a 1865.

Hoje em dia, os símbolos do exército confederado continuam sendo um tema delicado em um país que ainda não curou suas feridas raciais.

O novo monumento confederado foi erguido no domingo à tarde no condado de Crenshaw, no sul do Alabama.

Cerca de 500 pessoas compareceram à inauguração, carregando bandeiras e réplicas do uniforme confederado.

O monólito de concreto, dedicado ao "Soldado desconhecido do Alabama", diz: "Mãe, fui encontrado. Estou em casa".

Bernard Simelton, presidente da NAACP - o maior agrupamento de defesa das pessoas negras no país - no Alabama, lamentou a instalação do monumento e disse que essas memórias devem ser relegadas a um museu.

"Estamos muito tristes porque em 2017 algumas pessoas no Alabama continuam sendo racistas e antissemitas", comentou em um comunicado. Também lamentou o momento em que foi erguido: apenas duas semanas depois do ataque racista em Charlotsville, Virgínia.

Em 12 de agosto, uma mulher morreu e outras 19 pessoas ficaram feridas quando um supremacista lançou seu carro contra um grupo de pessoas que se manifestavam contra o racismo.

"Por que eles tinham que inaugurá-lo tão pouco tempo depois do trágico evento que ocorreu em Charlotsville?", questionou Simelton.

Mas David Coggins, proprietário do Parque em Memória dos Veteranos Confederados, onde o monumento foi instalado, disse que seu significado não é racista.

"Isto foi planejado há vários meses, e o monumento foi encomendado no ano passado", disse Coggins à afiliada local da NBC. "Não há nada racista em nós. Não somos supremacistas brancos".

Após o ataque em Charlotsville - que se originou quando supremacistas protestaram contra a retirada de uma estátua de um general confederado -, outros monumentos e símbolos do exército do sul foram retirados.

Manifestantes da cidade de Durham, na Carolina do Norte, derrubaram pouco depois uma estátua em memória de um soldado confederado. Em Gainesville, Flórida, uma estátua confederada conhecida como "Old Joe" também foi derrubada.

No mesmo dia dos incidentes em Charlottesville, o prefeito de Lexington, Kentucky, anunciou seus planos de retirar duas estátuas em memória da Confederação.

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AFP