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Alan García enfrenta nova investigação por corrupção no Peru

O ex-presidente peruano Alan García, em Lima, em 15 de novembro de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 01. dezembro 2018 - 18:01
(AFP)

O ex-presidente peruano Alan García, que pediu asilo na embaixada uruguaia em Lima há duas semanas, enfrenta uma nova investigação por corrupção, que se soma à de supostas doações da empreiteira Odebrecht, assinalou a mídia local neste sábado (1).

Segundo a Procuradoria, o então presidente García e outros 21 funcionários conspiraram para "facilitar" que a empresa holandesa APM Terminals vencesse em 2011 a concessão do Terminal Norte do porto de Callao, vizinho a Lima.

Os supostos crimes de "conluio agravado" e "negociação incompatível em ofensa ao Estado" ocorreram nos últimos meses do segundo mandato de García (2006-2011) e entre os investigados destaca-se o então ministro de Transportes, Enrique Cornejo, informou o jornal El Comercio.

"Alan García e outros funcionários 'teriam emitido instrumentos de gestão, dentro dos quais se encontravam os decretos de urgência para viabilizar a concessão (...) e, com isso, favorecer a empresa APM Terminals Callao'", assinalou o jornal, citando um documento da Procuradoria.

Dois "decretos de urgência" declararam 33 projetos de investimento como de "necessidade nacional", incluindo o do Terminal Norte de Callao. Apesar de terem sido declarados inconstitucionais meses depois do fim do mandato de García, o contrato de concessão se manteve.

Em 17 de novembro, García, de 69 anos, entrou na embaixada uruguaia alegando ser vítima de "perseguição política", afirmação negada pelo governo e pela Justiça do Peru.

O ex-presidente social-democrata se refugiou na embaixada depois que a Justiça peruana o proibiu de sair do país por 18 meses para ser investigado no contexto do escândalo da Odebrecht.

Junto com a entrega da concessão à empresa holandesa, o governo de García deu "uma série de benefícios sumariamente excessivos", como isenções de impostos, o que teria "gerado um prejuízo ao Estado" de 247 milhões de dólares, segundo a Procuradoria.

Nem García nem seus advogados comentaram este novo caso.

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