Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

O diretor Alejandro Iñárritu, na Cidade do México, em 12 de setembro de 2017

(afp_tickers)

O diretor mexicano Alejandro González Iñárritu apresentou nesta terça-feira no México, país onde nasceu, uma instalação de realidade virtual com a qual busca explorar a condição humana em meio a uma crise migratória mundial.

"Diante da retórica racista e da ignorância, somente a partir desta plataforma de histórias, humanismo e tecnologia é que eu posso falar", expressou o vencedor de quatro prêmios Oscar durante a apresentação da instalação, que abrirá suas portas na Cidade do México em 18 de setembro.

"Carne y arena", que inclui um curta de mesmo nome que foi exibido em Cannes neste ano, mostra a vivência dos migrantes mexicanos e centro-americanos que querem chegar aos Estados Unidos.

A instalação, apresentada no Centro Cultural Universitário Tlatelolco, contou com a fotografia do também vencedor do Oscar Emmanuel "El Chivo" Lubezki, e é inspirada em histórias reais de migrantes.

Iñárritu, de 54 anos, e que mora em Los Angeles há 16, também lamentou a decisão do presidente americano, Donald Trump, de revogar o programa Daca, que protege da deportação jovens em situação ilegal que chegaram aos Estados Unidos quando crianças.

Disse que irá reunir fundos para levar a instalação a Washington, "onde durante os próximos meses serão tomadas as decisões mais importantes para estes 800.000 jovens", conhecidos como "dreamers".

"Acredito que os dois países (México e Estados Unidos) têm déficits enormes com essas comunidades que beneficiaram economicamente o nosso país, que beneficiaram economicamente, e culturalmente, o país vizinho, e realmente nunca houve uma mão compatriota de poder definir a sua realidade", concluiu.

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

AFP