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Merkel participa de uma entrevista coletiva em Berlim

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A chanceler alemã, Angela Merkel, assegurou nesta sexta-feira que os laços entre a Alemanha e os Estados Unidos continuam fortes, apesar das importantes discrepâncias em relação a questões de privacidade, após a crise diplomática em que Berlim expulsou um chefe da espionagem da embaixada americana.

Em tom conciliador, Merkel disse que a única maneira de superar a brecha entre as duas nações aliadas da Otan é através do diálogo constante, e se disse comprometida em trabalha as relações bilaterais.

"Temos uma sólida relação com os Estados Unidos que se baseia nos valores comuns", afirmou em sua tradicional coletiva de imprensa prévia a suas férias.

Na véspera, o chefe dos serviços de inteligência americanos na Alemanha abandonou o solo alemão, expulso após a descoberta de dois supostos espiões que trabalhavam para Washington.

Um porta-voz do ministério alemão das Relações Exteriores e a embaixada americana em Berlim confirmaram à AFP a informação publicada em vários meios de comunicação alemães, incluindo os jornais Bild e Süddeutsche Zeitung.

Segundo o Süddeutsche Zeitung, ele abandonou Frankfurt nesta quinta-feira com destino aos Estados Unidos a bordo de um voo comercial.

Há uma semana Berlim tomou a decisão - muito incomum entre aliados da Otan - de expulsar o chefe dos serviços de inteligência americanos na Alemanha, após a detenção de duas pessoas suspeitas de ter espionado a favor de Washington.

Na terça-feira, em sua primeira entrevista desde que as suspeitas de espionagem levaram Berlim a pedir a saída do chefe espião americano na Alemanha, o presidente americano, Barack Obama, e a chefe do governo alemão abordaram o tema da inteligência.

Os dois líderes conversaram sobre "a cooperação entre Estados Unidos e Alemanha em matéria de inteligência e o presidente (Obama) disse que manterá um contato estreito sobre a forma de melhorar a cooperação" entre os dois países, segundo um comunicado publicado pela Casa Branca.

AFP