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Missa em Wittenberg para comemorar a data

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A Alemanha celebrava nesta terça-feira (31) o 500º aniversário da Reforma, um dia em que, excepcionalmente, é feriado em todo o país, com direito a cerimônia em Wittenberg, berço do protestantismo, com a presença da chanceler Angela Merkel.

A cerimônia, com a chefe de Governo conservadora, o presidente Frank-Walter Steinmeier e vários líderes políticos e religiosos, foi marcada para a tarde na igreja de Todos os Santos e marcará o fim do jubileu. A data é celebrada há um ano pelos protestantes do mundo todo.

Foi na porta desta igreja gótica que aconteceu um dos maiores terremotos teológicos do cristianismo, quando um crítico dos abusos da instituição papal e do culto aos santos questionou a Igreja Católica.

Em 31 de outubro de 1517, o clérigo e teólogo Martinho Lutero pendurou no local sua "Disputa" mais conhecida, sob o nome "95 teses", o texto fundador da Reforma protestante que marcou sua ruptura com o catolicismo.

Lutero também foi um dos primeiros a escrever em língua alemã e o autor da primeira tradução da Bíblia em língua vernácula.

"Da Reforma vieram muitas mudanças sociais", afirmou nesta terça-feira (31) em seu discurso semanal gravado, dedicado à data, a chanceler alemã, filha de um pastor luterano.

Insistindo na relação "muito interessante na Alemanha da Igreja e do Estado, sem a separação completa, como na França", Merkel declarou que o "cristianismo é um dos fundamentos" da cultura de trabalho na Alemanha.

O "Dia da Reforma", 31 de outubro, já era um feriado em vários estados da Alemanha, principalmente na região leste. Este ano, porém, o governo decretou feriado em todo país.

As celebrações de cinco séculos da Reforma, com missas, exposições e outros eventos nas 700 cidades alemãs, atraíram três milhões de visitantes em 2017, segundo o Ministério da Cultura.

A cidade de Wittenberg se preparou por meses para a data. As lojas estão repletas de produtos, de brinquedos a aguardente, derivados da figura de seu célebre morador.

Martinho Lutero revolucionou o conceito de "salvação", ao afirmar que o crente ganharia seu espaço no céu somente pela graça de Deus, e não pelo comércio das "indulgências", muito utilizadas na época e com as quais o pecador compraria seu perdão.

Em 2016, 22 milhões de alemães pertenciam à Igreja protestante, contra 25,4 milhões em 2003. A religião majoritária no país, de 82,8 milhões de habitantes, é o catolicismo (24 milhões), segundo a agência federal de estatísticas.

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AFP