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Alemanha se protege de ofensiva de Trump por potencial vacina contra o coronavírus

A Alemanha quer proteger seus laboratórios que trabalham em uma vacina contra o coronavírus afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 16. março 2020 - 09:25
(AFP)

O governo da chanceler alemã e Angela Merkel acusou o presidente americano Donald Trump de tentativa de se apropriar de um projeto de vacina contra o coronavírus desenvolvido por um laboratório da Alemanha, ao mesmo tempo que advertiu que fará o possível para que o projeto seja desenvolvido na Europa.

"Os pesquisadores alemães desempenham um papel de primeiro nível no desenvolvimento de medicamentos e vacinas e não podemos permitir que outros busquem a exclusividade de seus resultados", afirmou o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Mas.

O ministro do Interior, Horst Seehofer, confirmou no domingo as informações publicadas pelo jornal Die Welt sobre uma tentativa do presidente americano Donald Trump de assumir o controle de um laboratório alemão com uma grande oferta de dinheiro.

"Posso afirmar que hoje escutei em várias ocasiões da parte de membros do governo que é exato", disse.

Sheehofer anunciou que o tema deve ser abordado nesta segunda-feira no comitê de crise estabelecido pelo governo para administrar a luta contra a epidemia de coronavirus, que até o momento infectou quase 5.000 pessoas e provocou 12 mortes na Alemanha.

No meio da disputa está o laboratório alemão CureVac, que fica em Tubingen, sudoeste do país, que trabalha em uma vacina contra o COVID-19, graças a subsídios do governo alemão.

O laboratório afirma estar "a alguns meses" de conseguir apresentar um projeto para a validação clínica.

De acordo com o jornal Die Welt, Trump tentou atrair, com milhões de dólares, cientistas alemães que trabalham em uma potencial vacina ou conseguir a exclusividade para seu país com um investimento na empresa.

Esta vacina seria então "apenas para os Estados Unidos", declarou ao jornal uma fonte próxima ao governo alemão.

Procurado pela AFP no domingo, um representante do governo americano afirmou que o assunto era "muito exagerado".

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