Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

(Maio) Manifestantes protestam em Washington contra o novo projeto de reforma do sistema de saúde americano

(afp_tickers)

Senadores do Partido Republicano, do presidente americano, Donald Trump, realizavam nesta terça-feira agitadas negociações para evitar um fracasso do plano de saúde pública com o qual pretendem substituir o modelo atual, o Obamacare.

O partido já tem uma nova versão do programa pronta, depois de um plano que a própria Casa Branca retirou no último minuto antes de um fracasso definitivo, mas divisões em suas próprias fileiras fazem prever que será muito difícil conseguir a sua aprovação no Congresso.

Esta nova versão elaborada pelos líderes partidários no Senado já foi colocada oficialmente na agenda da Câmara, mas carece de votos necessários pois um grupo de legisladores adiantou que não está disposto a apoiá-la.

A eliminação do sistema de seguros médicos conhecido como Obamacare foi uma promessa central da campanha de Trump, mas o governo até agora não conseguiu montar um plano coerente capaz de ser aprovado no Senado.

Os legisladores democratas se opõem a apoiar uma lei que acabe com um sistema que consideram o maior legado do ex-presidente Barack Obama.

Nas fileiras republicanas, por sua vez, pelo menos três legisladores ultraconservadores consideram que o novo plano não se distancia o suficiente do sistema Obamacare e desejam um plano ainda mais radical.

Além disso, uma senadora republicana de perfil moderado considera que o novo plano terá um impacto devastador entre as famílias mais pobres e, por isso, não está disposta a votá-lo.

Com esses quatro votos contra, o plano está condenado ao fracasso.

Neste cenário, o Gabinete de Orçamento do Congresso emitiu um relatório demolidor sobre o plano de saúde proposto pelos republicanos.

De acordo com o relatório, esse plano reduziria em 10 anos o gasto público em saúde em 321 bilhões de dólares, mas deixaria um contingente de 22 milhões de pessoas sem nenhuma cobertura de saúde pública.

AFP