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(Arquivo) O aumento do gasto militar de seus aliados é uma das reclamações tradicionais de Washington na Otan

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Os aliados dos Estados Unidos na Otan elevarão em 4,3% o gasto militar em 2017, antecipou nesta quarta-feira o secretário-geral da Aliança, Jens Stoltenberg, um mês depois das críticas do presidente americano, Donald Trump.

"E este ano, em 2017, prevemos um aumento real inclusive maior, de 4,3%, ou seja, o terceiro ano consecutivo de aumento do investimento militar nos países da Aliança", afirmou Stoltenberg no quartel-general da Otan em Bruxelas, na véspera de uma reunião dos ministros da Defesa.

O aumento do gasto militar de seus aliados é uma das reclamações tradicionais de Washington na Otan. Em 2014, o então presidente Barack Obama conseguiu que os membros da Aliança se comprometessem a aproximar o gasto militar nacional a 2% do PIB no prazo de uma década.

Ao lado dos Estados Unidos, apenas Grécia, Estônia, Reino Unido e Polônia cumprem a meta. Outros países desejam que outros critérios sejam levados em consideração na análise.

Em uma reunião de cúpula em Bruxelas no fim de maio, Donald Trump insistiu na pressão e afirmou que "23 das (então) 28 nações membros ainda não pagam o que deveriam" e acusou alguns aliados de dever "enormes quantias de dinheiro".

"Celebramos o fato de que o presidente Trump se concentre nos gastos em defesa e em uma melhor distribuição da carga, já que devemos colocar em prática aquilo que acordamos", destacou Stoltenberg, para quem os aliados devem gastar mais "não apenas para atender os Estados Unidos, mas também por seu próprio interesse".

O aumento anunciado para 2017 pelos aliados de Washington representaria quase 12 bilhões de dólares, o que elevaria o aumento do gasto militar na Europa e Canadá em 46 bilhões de euros em três anos, segundo o secretário-geral da Otan.

Os ministros da Defesa devem abordar a questão em uma reunião na quinta-feira, após a incorporação no início do mês de Montenegro como membro da Otan.

AFP