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A presidente chilena, Michelle Bachelet, durante entrevista à AFP, em Santiago, no dia 19 de janeiro de 2017

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Os presidentes dos países da Aliança do Pacífico destacaram, nesta sexta-feira, sua integração como bloco comercial em tempos de ceticismo e mudanças sobre o livre-comércio.

"Hoje em dia, algumas vozes questionam a integração e a cooperação, contudo, esse é um mecanismo que tem bons resultados na prática", disse o presidente do México, Enrique Peña Nieto, durante a instalação, na cidade colombiana de Cali, da 12ª reunião de cúpula do bloco.

O mandatário garantiu que a Aliança do Pacífico não é uma mera aspiração de seus membros (México, Chile, Colômbia e Peru), "mas um projeto que começa a virar realidade nessa região da América Latina".

"A integração regional é necessária e boa, é um instrumento que contribui para o que buscamos, que é melhorar as condições dos nossos cidadãos", afirmou a presidente chilena Michelle Bachelet.

"Esse bloco é muito positivo, em tempos de ceticismo", afirmou Bachelet, que destacou os esforços do quarteto para estimular iniciativas inovadoras, empreendedoras e cadeias produtivas, facilitar o comércio, o turismo e a migração e eliminar barreiras tarifárias.

Na última reunião de cúpula, em Puerto Varas, no Chile, em julho passado, o país anfitrião assumiu a presidência temporária da Aliança. O cargo será passado à Colômbia no encontro desta semana. O mandato é de um ano.

"Na Aliança, pensamos grande e fazemos muito. Pensamos e construímos juntos, pois a união faz a força", apontou o colombiano Juan Manuel Santos.

Criada em abril de 2011 e formalizada em julho de 2012, quando tomada em seu conjunto, a Aliança do Pacífico é a oitava economia do mundo. Seus membros somam 55% do comércio exterior, 41% do investimento estrangeiro direto e 35% do Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina.

- Estados associados -

O peruano Pedro Pablo Kuczynski destacou que, neste encontro, será formalizada a categoria de "Estado associado". Essa nova rubrica será uma classe intermediária entre os 52 países observadores - com quem a Aliança mantém vínculo de cooperação - e as nações integrantes.

"Essa ideia é muito promissora e vai nos dar solidez, porque essa não é uma aliança como outras, que está contra alguma coisa, nós estamos é a favor de algo", completou Kuczynski, em referência aos valores comuns que o quarteto defende: o livre comércio, apoio às empresas privadas, cooperação e integração.

Os Estados que adotarem esse status, pensado para enfrentar o protecionismo comercial, assinarão acordos comerciais com a aliança e seus membros.

Austrália, Canadá, Nova Zelândia e Cingapura serão os primeiros associados, disse Santos à Blu Radio.

"São países que têm gerado grande crescimento e inclusão econômica", apontou Kuczynski.

Na cúpula, devem ser definidos os termos de referência para futuras negociações com esses países.

"As vantagens de se associar ao bloco não são só econômicas, mas também de relacionamento", explicou o ministro de Relações Exteriores da Nova Zelândia Gerry Brownlee.

O diretor de Negócios da embaixada canadense na Colômbia Allan Culham assegurou que o interesse desses quatro países de se associarem ao bloco "passa uma mensagem muito poderosa" acerca dos acordos comerciais.

AFP