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Avião da Alitalia, no aeroporto de Roma, em 28 de abril de 2017

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Os acionistas do grupo Alitalia votaram nesta terça-feira de forma unânime para colocar a companhia aérea sob administração extraordinária, após a rejeição de seus funcionários, em um referendo, a um plano de reestruturação proposto pela direção.

"A assembleia de acionistas (...) toma nota com grande tristeza do resultado do referendo entre seus funcionários, que exclui a reativação e a reestruturação da empresa", afirma a companhia italiana em um comunicado.

"Os voos e as atividades da Alitalia não sofrerão nenhuma modificação e o programa previsto está mantido", afirma o texto.

No referendo realizado entre 20 e 24 de abril, com participação de 90% dos 12.500 funcionários, 67% dos trabalhadores da empresa rejeitaram um plano que prevê 1.700 demissões e uma redução salarial de 8%.

A Alitalia sofre a concorrência das companhias de baixo custo e acumula prejuízos há vários anos, apesar da entrada em seu capital, em 2014, da companhia árabe Etihad.

Os acionistas italianos e a Etihad afirmaram estar dispostos a financiar o plano industrial em até dois bilhões de euros, desde que fosse aprovado pelos funcionários.

O procedimento para ficar sob administração extraordinária, presente na legislação italiana, prevê que o governo nomeie um ou vários administradores para determinar se o futuro da empresa exige sua venda total ou parcial, ou seu desmantelamento.

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