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Almagro denuncia tortura 'sistemática' na Venezuela com apoio de Cuba

O secretário-geral da OEA, Luis Almagro, no dia 27 de fevereiro de 2019, na sede da organização em Washington. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 21. março 2019 - 00:43
(AFP)

O secretário-geral da OEA, Luis Almagro, denunciou nesta quarta-feira o "uso sistemático" da tortura na Venezuela, com o apoio de Cuba, e disse que isto constitui um crime contra a humanidade que precisa ser investigado.

Almagro declarou que a repressão aos dissidentes na Venezuela se aprofundou desde o início do ano, após o presidente Nicolás Maduro iniciar seu segundo mandato, até 2025, não reconhecido por mais de 50 países por considerar as eleições fraudulentas.

Entre vários abusos, Almagro denunciou "torturas psicológicas e físicas sádicas", "surras brutais", "choques elétricos", "sufocamentos" e "violações sexuais", e não apenas contra opositores civis e militares, mas também contra seus familiares.

Almagro acusou Cuba de exportar seu "modelo fracassado" para a Venezuela e colaborar com as ações repressivas em troca do petróleo que recebe de Caracas.

"A ditadura cubana acumula seis décadas perpetrando um sistema fracassado que impede seu povo de desfrutar de seus direitos políticos, civis, econômicos e sociais. Agora está na Venezuela para exportar um modelo fracassado e manter o fluxo do petróleo".

"O regime cubano organiza cursos de inteligência para oficiais venezuelanos em todo o país", denunciou Almagro, que pediu à comunidade internacional que não tolere mais tal situação, contrária ao sistema interamericano.

"Até hoje a comunidade internacional não normalizou o regime cubano e seu sistema repressivo. Não podemos aceitar que esta situação e muito menos esta flagrante intervenção na Venezuela".

O tenente Ronald Dugarte, que trabalhou na Direção Geral de Contrainteligência Militar (DGCM) da Venezuela de agosto de 2018 até 27 de fevereiro, quando desertou, revelou via Skype que há cerca de 70 presos em uma unidade no norte de Caracas, tanto "políticos" como "sequestrados por não pagar extorsões".

São tratados "como animais" e sofrem "atrocidades" como as detalhadas por Almagro, disse Dugarte, atualmente no exílio.

Dugarte confirmou a presença de instrutores cubanos na Venezuela e relatou missões conjuntas de milícias de Inteligência venezuelanas e cubanas no ano passado em todo o país, "sempre semeando o ódio contra qualquer pessoa que esteja contra o comunismo".

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