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O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, em Cancún, em 19 de junho de 2017

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O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, afirmou neste sábado que renunciará quando houver liberdade na Venezuela, descartando assim afastar-se do cargo em troca do retorno do país petroleiro à entidade continental.

"Recebi uma proposta de negociação: minha renúncia em troca do retorno da Venezuela à OEA", revelou Almagro em um vídeo, para acrescentar: "ofereço o meu cargo em troca da liberdade da Venezuela".

"Jamais renunciaremos até ter em nossas mãos a liberdade da Venezuela", disse o diplomata uruguaio em sua mensagem.

Almagro especificou que deixará o cargo "quando forem realizadas eleições nacionais livres e transparentes, com observação internacional e sem inabilitados, quando libertarem todos os presos políticos e anistiarem os exilados" na Venezuela.

Entre as condições para apresentar a sua renúncia, também citou o julgamento dos "assassinos de cada um dos manifestantes, assim como a sua cadeia de comando".

Em coletiva com correspondentes estrangeiros, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse na quinta-feira que Almagro "deveria renunciar à OEA e permitir que os países se ocupem de recuperar e reorganizar a OEA [...]. Seria a única forma em que eu pensaria em um retorno".

Neste sábado, uma pessoa próxima ao secretário-geral que pediu anonimato, disse à AFP que não houve uma proposta formal apresentada a Almagro sobre essa ideia de renunciar em troca do retorno à OEA, mas "em seu vídeo [ele] dobrou a aposta".

"O vídeo é muito claro sobre as condições que devem ocorrer" para que Almagro se afaste do cargo, disse, pontuando que essas condições "são as mesmas que o Papa expressou".

A Venezuela iniciou em abril o processo de saída da organização, que deve demorar dois anos para ser concretizado.

Apesar dos insistentes esforços de Almagro, a Assembleia Geral da OEA, reunida esta semana no balneário mexicano de Cancún, não alcançou um consenso para emitir uma declaração sobre a situação do país, que vive uma crise política marcada por intensos protestos que já deixaram 75 mortos.

Na Assembleia, 20 países promoveram um documento, mas a reunião terminou sem uma resolução ou uma declaração sobre o tema por não ter alcançado o mínimo necessário de 23 votos.

Em sua mensagem deste sábado, Almagro disse que "o silêncio permitiu a ascensão de Hitler e o genocídio em Ruanda", embora tenha assinalado que "na OEA não há silêncio cúmplice".

Um dia após o fim da Assembleia, Maduro afirmou que a Venezuela "nunca mais" retornará à OEA.

Maduro definiu a falta de acordo do bloco continental como uma "vitória diplomática e política" de Caracas, mas já antecipou que não reconhecerá qualquer decisão futura do bloco.

O presidente socialista anunciou esta semana a renúncia de Delcy Rodríguez como chanceler da Venezuela para participar da próxima Assembleia Constituinte. Em seu lugar, o presidente nomeou Samuel Moncada, que era o embaixador do país na OEA.

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AFP