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Alta de Bolsonaro adiada por complicações da cirurgia

Imagem capturada de vídeo mostra o presidente Jair Bolsonaro no hospital Albert Einstein, em São Paulo, em 27 de janeiro de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 04. fevereiro 2019 - 21:10
(AFP)

Jair Bolsonaro não vai receber alta essa semana, como estava previsto, devido a complicações nos últimos dias após sua cirurgia abdominal, segundo o porta-voz do presidente.

"Quarta-feira não será mais o dia de alta de nosso presidente, até porque ele entrou num estágio que está sendo administrado antibióticos por no mínimo sete dias. A partir de hoje já contarmos um prazo, por no mínimo sete dias, que é exatamente o tempo de ação do antibiótico para debelar eventual infecção que possa ser gerada", disse Otávio do Rêgo Barros em uma entrevista coletiva.

Bolsonaro foi submetido na segunda-feira passada, no hospital Albert Einstein de São Paulo, a uma cirurgia para a retirada de uma bolsa de colostomia e a ligação entre o intestino delgado e parte do intestino grosso.

O tempo de recuperação foi estimado em até dez dias, prazo que vence na quarta-feira desta semana.

Mas segundo o último boletim médico, no domingo à noite o presidente teve uma febre baixa, de 37,3º, e "alteração de alguns exames laboratoriais" que justificaram a administração de um "tratamento antibiótico de amplo espectro".

Foi detectada a presença de líquidos na região da colostomia e foi feita uma punção, informou o porta-voz.

No domingo, os médicos descartaram que o "episódio de náuseas e vômito" que aconteceu no sábado e levou a colocação de uma sonda nasogástrica" tivesse acontecido com "complicações pós-cirúrgicas".

O presidente está em jejum, com alimentação intravenosa exclusiva, com restrição de visitas, segundo a equipe médica.

O porta-voz não informou se o presidente vai continuar despachando do hopsital, como fez desde a última quarta-feira.

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