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Pessoas recebem vacina para febre amarela em Caratinga, Minas Gerais, no dia 13 de janeiro de 2017

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Autoridades de saúde da América aprovaram um plano para evitar surtos de rubéola e sarampo, doenças declaradas eliminadas na região, mas cujos vírus continuam em circulação no resto do mundo, informou na quinta-feira a Organização Pan-americana da Saúde (Opas).

O continente americano foi declarado livre da transmissão endêmica de rubéola e síndrome de rubéola congênita em 2015, e de sarampo em 2016, após 22 anos de medidas de combate e vacinação em massa.

Mas o desafio nos próximos anos, segundo os especialistas, é impedir a importação e reintrodução dos vírus que causam essas doenças, que não desapareceram do planeta e são altamente contagiosos.

Para isso, os ministros da saúde do continente, reunidos na 29ª Conferência Sanitária Pan-americana, que termina na sexta-feira, definiram uma estratégia que estabelece mecanismos padronizados para responder com rapidez aos casos importados, entre outras medidas.

"As ações se concentram em manter a imunidade da população alta através da vacinação e do fortalecimento dos sistemas de monitoramento para poder detectar rapidamente os vírus do sarampo e da rubéola, especialmente face a outras doenças com sintomas similares como as causadas pelos vírus da zika e a chikungunya", indicou a Opas em um comunicado.

Para manter a erradicação, os níveis de cobertura de vacinação da população devem se situar em 95% ou mais.

A Opas disse que nos últimos cinco anos, a cobertura regional da primeira dose da vacina contra o sarampo, a rubéola e a caxumba se situou entre 92% e 94%. No caso da segunda dose, oscilou entre 70% e 83%.

Os especialistas alertaram sobre o aumento do número de crianças suscetíveis a contrair a doença, mas também sobre as disparidades de cobertura de imunização no plano local, que muitas vezes ficam ocultas pelas taxas regionais.

"Em 2015, só 49% das crianças na América viviam em municípios onde a cobertura de vacinação era de 95% ou mais", indicou a Opas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 2000 e 2015, a vacina contra o sarampo evitou cerca de 20,3 milhões de mortes, o que a transforma em um dos melhores investimentos em saúde pública.

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AFP