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América Central e México buscam atenuar migração forçada

(Janeiro) Emigrantes de El Salvador iniciam da capital um périplo rumo aos Estados Unidos afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 08. dezembro 2020 - 22:00
(AFP)

Os países da América Central e do México, atingidos pelo deslocamento forçado de quase 1 milhão de pessoas, concordaram nesta terça-feira em trabalhar juntos para atenuar o fenômeno, incentivado pela violência e agravado pela pandemia.

Após uma reunião remota do Marco Integral Regional para a Proteção e Soluções (MIRPS), Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras, Costa Rica, Panamá e México decidiram atuar de forma coordenada. Os países se comprometeram a trabalhar "políticas integrais" para dar uma resposta também aos "impactos diretos e indiretos que a Covid-19 "teve e continuará tendo" sobre as pessoas que solicitam a condição de refugiado.

Diante do número crescente de cidadãos forçados a fugir na América Central e no México, os governos definiram políticas para oferecer respostas integrais de proteção, educação, saúde, meios de vida e emprego a essas pessoas.

A chanceler de El Salvador, Alexandra Hill, que entregou a presidência temporária do mecanismo à Guatemala, destacou o trabalho desenvolvido no ano. "Todo o trabalho que realizamos se traduz em benefício para uma população altamente vulnerável, que requer atenção de forma prioritária", declarou.

A violência e a perseguição geradas, na maioria das vezes, por grupos criminosos terá levado 833 mil pessoas a fugir do Triângulo Norte (Guatemala, Honduras e El Salvador) e outras 108 mil da Nicarágua nos últimos anos, estima a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

A situação do deslocamento forçado em comunidades de acolhimento se complicou com a emergência gerada pela Covid-19 e com os efeitos do furacões Eta e Iota, que causaram prejuízos milionários. "Neste momento de múltiplas crises e desafios à proteção e assistência à população deslocada, o MIRPS se revela como testemunha do papel fundamental da cooperação regional e do senso de responsabilidade compartilhada que encarna", disse Filippo Grandi, alto comissário da ONU para os Refugiados.

O secretário-geral da Organização de Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, assinalou que é um dever "continuar fortalecendo" a tradição humanitária e de proteção que tem caracterizado o continente.

Os países do MIRPS deixaram claro que o apoio sustentado da comunidade internacional é crucial para abordar as necessidades complexas que a região enfrenta.

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