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O juiz brasileiro Sergio Moro fala durante coletiva de imprensa, no dia 23 de fevereior de 2017, em Lima

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A América Latina mostra avanços na abertura de dados, um instrumento essencial na transparência e no combate à corrupção, mas há grandes diferenças entre os países, disse na Costa Rica um especialista no assunto.

O uruguaio Fabrizio Scrollini, diretor-executivo da Iniciativa América Latina de Dados Abertos (ILDA), disse à AFP que na região existe uma comunidade crescente que trabalha para liberar dados em poder do Estado, a fim de criar sociedades mais abertas e transparentes.

"Há uma situação desigual, alguns países avançaram na implementação de políticas de dados abertos, foram pioneiros e em nível internacional aparecem nos primeiros lugares nos rankings de transparência, como o Open Data Barometer e o Open Data Index", comentou Scrollini.

Em contraste, outros países não têm políticas de dados abertos nem instituições adequadas para facilitar o acesso à informação pública, comentou o ativista, que participou, na Costa Rica, dos fóruns AbreLatam e ConDatos, que são realizados esta semana na capital.

Cerca de 500 representantes da sociedade civil, governos e academia da América Latina e da Europa participam dos fóruns em San José.

"A digitalização e eventual liberação da informação permitem um escrutínio mais próximo, não apenas de parte das autoridades e organizações tradicionais, mas de qualquer cidadão", comentou Scrollini.

O especialista deu como exemplos os avanços institucionais no México e no Uruguai para facilitar o acesso público à informação, enquanto que o Brasil promoveu leis que favorecem a abertura de dados, mas retrocedeu em sua implementação.

Na sociedade civil há casos que facilitaram a disponibilidade de dados, como a plataforma mexicana "ojo con mi pisto", que monitora o uso de recursos públicos nos governos locais, e o site de notícias El Faro, de El Salvador, pioneiro em jornalismo de dados no país.

"O uso de bases de dados nos permite entender, por meio da imprensa, fenômenos de corrupção" como a operação Lava Jato e o escândalo da construtora Odebrecht, que tiveram grande impacto político no Brasil e na região.

Scrollini disse que as reuniões na Costa Rica pretendem fazer "um mapeamento" do acesso de dados na América Latina e discutir seu uso em áreas como democracia, gênero e serviços públicos.

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AFP